Banner AECweb
menu-iconPortal AECweb

Fundos imobiliários saem do papel este ano

Texto: Redação AECweb

Governo federal passou a permitir a isenção de Imposto de Renda (IR) nessa categoria de produto financeir

21 de setembro de 2009 - Os primeiros fundos de investimento imobiliário (FIIs) com lastro em certificados de recebíveis imobiliários (CRIs) devem ser lançados até o fim do ano. A criação dessas carteiras só será possível porque no fim de agosto, após nove meses de espera, o governo federal passou a permitir a isenção de Imposto de Renda (IR) nessa categoria de produto financeiro.

O incentivo vale também para as aplicações em crédito imobiliário (LCIs), letras hipotecárias (LHs) e cotas de outros fundos imobiliários. A expectativa do mercado é de que os fundos lastreados em CRIs atraiam as atenções tanto de pessoas físicas quando de investidores institucionais.

A instrução nº 472 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que entrou em vigor em novembro de 2008, permitiu a criação de fundos imobiliários lastreados em recebíveis de imóveis, mas deixou dúvidas se os instrumentos poderiam ser tributados na fonte por essas aplicações serem consideradas de renda fixa.

Ao comprar diretamente um CRI, as pessoas físicas são isentas de IR, mas, adquirindo um fundo imobiliário com lastro nesse papel, o imposto poderia incidir na fonte. Até que a ambiguidade fosse desfeita, a indústria do setor preferiu não lançar esse tipo de produto.

Produtos
Agora, os agentes se dedicam ao desenho dos produtos que vão apresentar ao mercado, e apesar da demora, os profissionais dessa área acreditam que o momento é o ideal para o lançamento.

A justificativa é que, com a perspectiva de juros em patamares baixos, os investidores estão em busca de alternativas que garantam rentabilidade maior. Um CRI, por exemplo, pode ser lastreado em financiamentos imobiliários em que as taxas chegam a TR mais 11% ao ano, acima dos 8,75% da Selic. "Esse mercado vai crescer porque os ativos possuem garantia, boa rentabilidade e baixa inadimplência", avalia o diretor da Oliveira Trust, Alexandre Freitas.

Fonte: Jornal do Commercio

x
Gostou deste conteúdo? Cadastre-se para receber gratuitamente nossos boletins: