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Gerdau retoma parte dos investimentos

Texto: Redação AECweb

Siderúrgica retira da gaveta projeto de laminador de chapas grossas, orçado em R$ 1,75 bilhão

21 de outubro de 2009 - O grupo Gerdau decidiu retomar o plano de instalação de um laminador de chapas grossas na usina Gerdau Açominas, no município mineiro de Ouro Branco. O projeto, que havia sido suspenso em razão do impacto da crise internacional no consumo de aço, é estimado em R$ 1,75 bilhão, informou a empresa.

Este é o primeiro de uma série de projetos avaliados em cerca de R$ 6,3 bilhões que o grupo retoma. Tradicional fabricante de aços longos usados pela construção civil, a Gerdau ingressará na produção de aços planos no mercado brasileiro, procurando atender a futura demanda do setor petrolífero, em investimentos liderados pela Petrobras. Atualmente, a Gerdau importa esse tipo de chapas dos Estados Unidos, onde produz, e vende no mercado brasileiro.

Sua entrada no segmento marcará a concorrência com a Usiminas e sua unidade Cosipa, as únicas produtoras no Brasil. Segundo dados mais atualizados do Instituto Aço Brasil (o antigo IBS), a produção brasileira de chapas grossas chegou a 2 milhões de toneladas em 2007. Além do setor petrolífero, a produção de chapas grossas tem como destino a indústria naval, os fabricantes de instalações metálicas e os produtores de equipamentos pesados.

"O mercado brasileiro está apresentando gradual retomada da demanda por aço, e as expectativas para os próximos anos são muito positivas, o que nos levou a decidir pela ampliação da nossa linha de produtos no Brasil, com o início da produção de chapas grossas", disse o diretor-presidente da Gerdau, André Gerdau Johannpeter, em nota. A empresa não concedeu entrevista.

O comunicado da Gerdau ocorre um dia depois de a Vale anunciar um pacote de investimentos de R$ 24,5 bilhões para 2010 em projetos que já tinham sido anunciados e foram parar na gaveta, em razão da crise internacional. A decisão da suspensão dos investimentos, tomada pelo presidente da mineradora, Roger Agnelli, foi alvo de críticas do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

A Gerdau prevê gerar até 4 mil empregos no pico das obras, que deverão começar no início de 2010, e vão criar 420 postos permanentes para operação do novo equipamento.

A intenção de investir em um laminador de chapas grossas da Gerdau no Brasil foi anunciada pela primeira vez no fim de 2007, mas os detalhes finais só foram comunicados em maio de 2008 numa cerimônia que reuniu os executivos do grupo e o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB). A ideia original da Gerdau era investir em dois laminadores - o outro era de perfis médios. Os dois investimentos somavam à época US$ 835 milhões (R$ 1,4 bilhão, em valores atuais).

O projeto de perfis médios continuará na gaveta. Mas o grupo decidiu redimensionar o tamanho do laminador de chapas grossas. O projeto anterior previa um equipamento com capacidade de produção de 870 mil toneladas por ano. Agora, a intenção é instalar um laminador de 1 milhão de toneladas anuais. A Gerdau informou que já distribuiu cartas-convites para os potenciais fornecedores, inclusive externos, dos equipamentos. A expectativa é que o projeto fique pronto no fim de 2012, quase um ano depois do inicialmente previsto.

Fonte: Valor Online

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