Grande ABC perde 1.067 vagas na construção

Texto: Redação AECweb

Maioria das cidades da região fechou vagas na área, mas comparação com o mesmo mês de 2009 ainda mostra melhora

18 de novembro de 2010 - Mesmo com o crescimento do mercado imobiliário, o Grande ABC perdeu 1.067 postos de trabalho no segmento em setembro. Pesquisa do SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo) com a FGV (Fundação Getulio Vargas) aponta que no mês, a maioria das cidades da região fechou vagas na área. Apenas Ribeirão Pires e São Bernardo contrataram no período e trazem números positivos.

Apesar da oferta de trabalho ter deflacionado em setembro, a comparação com o mesmo mês de 2009 ainda mostra melhora e, na comparação de janeiro até setembro, o número de empregos formais do setor ainda bate recorde.

Para Rosana Carnevalli, diretora adjunta da regional do do SindusCon, a queda nos índices é normal e não mostra estagnação do mercado de trabalho. "De um mês para o outro sempre pode cair. Às vezes, acaba uma obra e não começa a outra logo em seguida e notamos essa queda no índice. É um período muito curto para análise, mas no ano, todas as cidades tiveram aumento de vagas na região. Se pegarmos os números gerais, de todas as cidades, vemos que são 14,19% mais postos neste ano do que em 2009", diz.

Para a diretora, Ribeirão Pires é o grande destaque da pesquisa no mês, com alta de 150% nas contratações em relação ao mesmo período do ano passado. "Tivemos ainda aumento de 9,49% em Santo André, São Caetano teve 13,41%, seguido por São Bernardo com 11,53%, Diadema com 1,60%, Mauá com 26,39% e Rio Grande teve crescimento de 10,36% na oferta de vagas neste ano", atesta.

As obras de infraestrutura do trecho Sul do Rodoanel Mário Covas e da interligação com a Jacú-Pêssego também garantiram a cidade de Mauá papel importante na demanda de trabalho neste ano. "Mauá vem na esteira do Minha Casa, Minha Vida. As obras de empreendimento de até R$ 130 mil são destaque lá e empregam muito, assim como o Rodoanel e a Jacú. Hoje, posso dizer que 80% nas nossas vagas são para a parte de infraestrutura."

Rosana avalia ainda que Diadema é a cidade com maior potencial para o crescimento de empregos. "Existem muitos empreendimentos a serem lançados lá e, até o ano que vem, com certeza teremos muitos postos".

No Brasil

O nível de emprego na construção civil brasileira cresceu 0,94% em setembro ante agosto, com a criação de 26,5 mil postos de trabalho formais, segundo pesquisa do SindusCon-SP. Em 2010, o setor acumula aumento de 15,84%, com a inclusão de 389,2 mil trabalhadores. No acumulado de 12 meses, a alta é de 15,89%. O número de empregados formais na construção civil brasileira atingiu 2,846 milhões.

Embora positivo, o resultado de é inferior ao informado em agosto, quando foram contratados 48,6 mil trabalhadores, e em julho, com 45,7 mil contratações.

Em nota, o presidente da entidade, Sergio Watanabe, pondera que ainda não se pode afirmar se essa desaceleração é uma tendência ou não.

No Estado de São Paulo, a desaceleração foi mais forte, com acréscimo de apenas 0,09% no indicador em setembro, com a contratação de 683 trabalhadores, ante 6.841 registradas em agosto e 7.132 em julho. No ano, foram agregados mais 66,7 mil empregados formais (+9,77%) e em 12 meses, mais 67,5 mil (9,91%)

Fonte: Diário do Grande ABC - SP