Grupo Silvio Santos busca quintuplicar banco de terrenos

Texto: Redação AECweb

Unidade da holding que atua no setor imobiliário quer investir R$ 50 milhões

04 de junho de 2010 - A Silvio Santos Participações, holding do empresário Silvio Santos, quer multiplicar por cinco o banco de terrenos da Sisan Empreendimentos Imobiliários, a unidade do grupo que atua no setor imobiliário.

O plano é investir R$ 50 milhões este ano e elevar o banco de terrenos da companhia dos atuais 20 mil metros quadrados para 100 mil metros quadrados ainda este ano, disse Luiz Sebastião Sandoval, presidente da Silvio Santos Participações.

"Vamos usar o caixa para bancar 10% do valor dos terrenos. Para o restante, vamos buscar linhas dos bancos e recursos de parcerias, com as construtoras e outras incorporadoras," disse Sandoval em entrevista na última terça-feira, dia 1º, na sede do grupo em São Paulo.

"Vamos faturar ano que vem R$ 250 milhões com essa unidade de negócios", acrescentou. Em 2009, a Sisan teve vendas de R$ 40 milhões.

Desempenho

O setor imobiliário se expande impulsionado pelo crescimento do emprego e da renda. A classe média do país aumentou para 53% da população no ano passado contra 42% em 2002, disse o Ministro da Fazenda, Guido Mantega em abril.

O setor também se beneficia do estímulo do governo ao financiamento da construção de 2 milhões de moradias para famílias de baixa renda, por meio do programa Minha Casa, Minha Vida.

Desde 2007, a Sisan lançou 800 unidades, uma média de 200 por ano. Apenas este ano, o número de novos lançamentos vai chegar a 1.500 unidades, segundo Sandoval.

O grupo Silvio Santos também planeja ampliar a participação no setor imobiliário por meio do Banco PanAmericano, instituição financeira controlada pela holding e que tem a Caixa Econômica Federal como acionista minoritário.

"O PanAmericano vai lançar crédito imobiliário este ano. Vamos atuar como agente repassador de recursos da Caixa para financiamento de imóveis," disse Sandoval.

"O plano é oferecer linhas de crédito para compradores de imóveis de baixa renda, admissíveis no programa do governo Minha Casa, Minha Vida."

Fonte: Brasil Econômico – SP