IBGE: Construtoras piauienses faturam R$ 1,3 bilhão por ano

Texto: Redação AECweb

O Estado é o que apresentou a maior variação da região Nordeste

22 de junho de 2011 - A receita bruta das construtoras do Piauí atingiu R$ 1,345 bilhão em 2009, crescimento nominal (sem descontar a inflação) de 56,21% em relação ao ano anterior. O Estado é o que apresentou a maior variação da região Nordeste, conforme a Pesquisa Anual da Indústria da Construção (PAIC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os Estados que lideraram as cifras do faturamento foram: Bahia (R$ 7,5 bilhões), Ceará (R$ 4,2 bilhões) e Pernambuco (R$ 3,9 bilhões). Já o valor das incorporações, obras e serviços chegou a R$ 1,2 bilhão às construtoras piauienses, crescimento real de 21% sobre o ano anterior. Este montante foi movimentado por obras privadas e públicas, que empregaram 25.091 trabalhadores naquele ano. Destes postos de trabalho, 51% foram gerados por empresas sediadas no Estado.

Os salários e remunerações destes trabalhadores representaram R$ 206.274 milhões, superando em 13,4% o registrado em 2008. O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Piauí (Sinduscon-PI), Raimundo Andrade Júnior, afirmou que a pesquisa reflete a avaliação da entidade sobre o setor não só no Estado, mas em todo o país.

"Isso mostra que nosso preço médio de nossos imóveis ainda é um dos menores da Região. Ou seja, se por um lado é uma vantagem para os consumidores que compram imóveis no Estado, por outro aponta uma margem de lucro menor das construtoras. O preço médio do metro quadrado no Piauí, por exemplo, é de 20% menor em relação às outras capitais do Nordeste como Recife, Natal e Fortaleza", comparou.

Por outro lado, conforme avalia Andrade Júnior, os números refletem o "boom" do setor habitacional no país nos dois últimos anos. Programas sociais como o Minha Casa, Minha Vida foram fundamentais para incrementar o mercado da construção civil. Além disso, o presidente do Sinduscon, aponta o cenário de oferta de crédito, subsídios do Governo Federal em programas habitacionais e baixas taxas de juros para movimentar o setor.

"Os bancos privados ficaram cautelosos na oferta de crédito no final de 2009 por causa da crise mundial. Já a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil avançaram no mercado. Já no ano passado houve forte expansão devido ao consumo reprimido e da oferta de crédito para o setor", frisou Andrade Júnior, acrescentando que atualmente o Piauí conta com 900 empresas de construção civil. Em 2009 eram apenas 346.

Mesmo com as boas expectativas para 2011 o setor da construção civil está cauteloso, já que ainda no final de 2009 os preços dos terrenos começaram a aumentar, quando o Programa Minha Casa, Minha Vida começou a expandir fortemente. E, com isso, surge uma preocupação: "A preocupação é a mão de obra, que será cada vez mais disputada com a chegada das obras da Copa do Mundo dos Estados vizinhos".

Brasil

Segundo dados do IBGE, no país, as empresas de construção realizaram incorporações, obras e serviços no valor de R$ 199,5 bilhões, crescimento, em termos reais, de 12,1% na comparação com o ano anterior. Excluindo-se as incorporações, o valor das obras e serviços da construção atingiu R$ 193,7 bilhões e, desse montante, R$ 85,5 bilhões vieram das obras contratadas por entidades públicas, que representaram 44,1% do total das construções, participação ligeiramente maior do que a verificada em 2008 (43,2%).

Fonte: O Dia - PI