Imobiliário e infraestrutura impulsionarão o crescimento

Texto: Redação AECweb/e-Construmarket

Presidente do Sinduscon ressaltou que não podemos ignorar todos os investimentos que serão necessários para a Copa do Mundo e as Olimpíadas

17 de outubro de 2012 - O desempenho do segmento imobiliário, que passa por um período de recuperação de vendas, deve ser um dos fatores que sustentará o crescimento esperado pela indústria da construção para o próximo ano. Essa foi a avaliação do presidente do SindusCon-SP, Sergio Watanabe, ao participar do Business Round Up – Perspectivas para 2013, evento promovido pela Câmara Americana de Comércio (AmCham) em 9 de outubro.

Watanabe reafirmou ainda que a construção civil continuará a crescer acima do PIB nacional neste ano e no próximo, embora a economia ainda apresente sinais de desaceleração. A perspectiva é baseada em indicadores que são importantes dentro da cadeia produtiva do setor, como a indústria de materiais. “Vamos crescer perto de 4% em 2012 e possivelmente o mesmo percentual em 2013, mas é preciso investir em produtividade.” Para reforçar essa expectativa, os empresários da construção ainda contam com o investimento de R$ 300 bilhões em infraestrutura previsto pelo governo para os próximos anos, o que na avaliação de Watanabe é um ‘alento’ importante.

Embora as perspectivas para o próximo ano ainda sejam incertas, Watanabe ressaltou que não podemos ignorar todos os investimentos que serão necessários para a Copa do Mundo e as Olimpíadas. Aliado a isso, o nível de estoque de emprego no setor, que duplicou o número de trabalhadores em menos de uma década, é outro forte indicador do potencial de crescimento da indústria da construção.

Também presente na mesa de debates, Márcio Ribaldo, diretor de relações institucionais da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), defendeu que no momento o ponto que mais preocupa na sua área é a perda de mercado doméstico para os importados. “A presidente Dilma tem feito um bom trabalho com relação aos juros e investimentos, mas precisamos pensar em meios de defender os produtos nacionais”, afirmou, ao sugerir que é preciso ‘reindustrializar’ o país.

Na avaliação de Armando Guedes Coelho, conselheiro do Instituto Brasileiro do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), o governo precisa solucionar a questão de segurança jurídica. “Esse é um ponto fundamental para atrair investidores. Em 20 anos, a expectativa é de que o Brasil se transforme no quarto ou o quinto maior produtor de petróleo do mundo”, acrescentou. Com foco na questão da produtividade, Antônio Gil, presidente da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), afirmou que o país precisa inovar muito mais. “Estamos em um momento de inflexão que está ligado à produtividade”, acrescentou.

No campo financeiro, para Rubens Sardenberg, economista-chefe da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o grande desafio dos próximos anos será equacionar como esses investimentos serão financiados. “Mas existe um consenso de que a economia está no rumo da recuperação”, pontuou.

O Business Round Up contou ainda com as participações de Fernando de Castro, presidente do Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV), e Eduardo Sanovicz, presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear).

Fonte: Sinduscon – SP