Imóveis urbanos preservam áreas verdes em Curitiba

Texto: Redação AECweb

Condomínio na Biodiversidade já conta com grande área livre de agressão ambiental

13 de setembro de 2010 - Um projeto voltado para conservar áreas verdes em imóveis urbanos de Curitiba e região metropolitana já contabiliza cerca de 17 km2 livres de agressão ambiental.

A área protegida, espalhada por 51 propriedades particulares, equivale a cerca de 2.300 campos de futebol.

O projeto, chamado Condomínio da Biodiversidade, é tocado por ambientalistas, proprietários dos terrenos e pelo poder público.

A depender de cada caso, o dono da área pode ter isenção total ou parcial do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) como forma de incentivo à conservação das áreas verdes. O tamanho do desconto no imposto depende do grau de conservação.

Nas áreas preservadas, há bosques com árvores como a araucária, símbolo do Paraná, e nascentes de água.

A ideia é ampliar em 300 o número de unidades protegidas até 2011, quando o projeto completará 11 anos.

Com base num cadastro de imóveis fornecido pela prefeitura, membros das ONGs Mater Natura e SPVS (Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem) visitam os terrenos e contatam os donos para saber se têm interesse em aderir à iniciativa.

O fornecimento do cadastro, que começou em 2007, aumentou a quantidade de adesões em 50%, dizem os organizadores.

Biodiversidade

A bióloga Elenise Angelotti Cipinski, da SPVS, afirma que existem áreas dentro do projeto que fazem divisa com parques e matas nativas da região, ajudando a manter um corredor de biodiversidade para a proteção de animais e plantas.

Nas áreas envolvidas no condomínio, já foram encontradas também espécies animais, entre elas macaco bugio, veado e pássaros.

Patrimônio

A terapeuta Terezinha Vareschi aderiu ao projeto Condomínio da Biodiversidade há dois anos. O bairro onde fica a área preservada, de 36 mil metros quadrados, tem sido assediado pela construção de condomínios.

Terezinha diz também ter recebido propostas de compra, mas se recusado a vender. "Gostaria que esse patrimônio natural ficasse para as gerações futuras", afirma a terapeuta.

"Vale a pena participar do projeto porque o cidadão se torna um condômino de sua própria cidade para ajudar a preservá-la."

Fonte: Folha de S. Paulo - SP