Imóvel residencial cede vez à obra pública para 2014

Texto: Redação AECweb/e-Construmarket

Empresários projetam queda da confiança no setor

30 de setembro de 2013 - Terminadas as vendas promocionais para liquidação de estoques no mercado de construção comercial e residencial, construtoras, sindicatos e analistas projetam que 2014 será um ano difícil para o empresário da construção. Entre os motivos para a queda da confiança no setor está o alto endividamento da população, a inflação e os custos para construção, abocanham fatia cada vez maior da receita das empresas.

"Mercados específicos, como de estados do Nordeste, devem crescer mais 4%, enquanto em regiões sobrecarregadas, como São Paulo e Rio de Janeiro, a projeção é de 2,9% a 3,3%", disse Marco Luiz Feitosa, professor de engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e consultor do escritório de advocacia Souza e Fagundes.

Enquanto o mercado residencial passa por projeções menos animadoras, a consultoria LCA projeta avanço de 3,9% para a construção em 2014, com destaque para infraestrutura.

"A construção pesada deve ser impulsionada pelos estímulos para investimentos que os estados receberam", diz o economista Fernando Sampaio, sócio da empresa.

Mesmo assim o setor continua contratando: em agosto abriu 15,8 mil vagas, alta de 0,45% em comparação a julho, de acordo com pesquisa do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusconSP) em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV). Já o crédito imobiliário se tornou, no mês passado, a principal modalidade liberada às pessoas físicas no âmbito do Sistema Financeiro Nacional, com R$ 314,9 bilhões, segundo a Serasa Experian.

Fonte: DCI