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Imóvel usado requer mais cuidados

Texto: Redação AECweb/e-Construmarket

Idade da fiação também deve ser levada em conta

17 de dezembro de 2013 - Imóveis antigos têm a vantagem de serem maiores do que os lançamentos recentes e custarem menos em comparação com novos do mesmo tamanho, mas é preciso prestar atenção à estrutura do apartamento e ao estado de conservação do prédio antes de fechar o negócio.

O engenheiro Victor Ventura, da Ventura Consultoria, destaca que a fiação é um dos principais pontos a se ficar atento, por isso recomenda checar se não há fios expostos e como está a situação do quadro de luz - se não há sinais de curto-circuito, por exemplo.

A idade da fiação também deve ser levada em conta. "Depois de um tempo, o plástico que protege os fios começa a ficar quebradiço."

Verificar a situação das madeiras também é importante, pois podem ter infestação de cupins. "O comprador consegue ter uma ideia apenas batendo, para ver se está oca."

Os apartamentos de último andar merecem atenção redobrada, já que as infiltrações são mais comuns. É necessário desconfiar mesmo quando não há manchas aparentes.

"Para vender, a pessoa dá um banho de loja, faz uma pintura, e isso disfarça as infiltrações", alerta.

Por conta de questões como essa, é recomendável contratar um especialista para fazer uma vistoria.

"Não é um serviço caro e, muitas vezes, é o negócio da vida da pessoa, então é importante que ela tenha esse cuidado", diz Marco Dal Maso, diretor da Aabic (Associação de Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo). O serviço custa cerca de R$ 200 por hora.

Casas antigas merecem atenção redobrada do comprador

As casas antigas merecem ainda mais atenção do que os apartamentos, pois podem ter sido construídas sem a supervisão de um especialista.

"Em geral, as construtoras de edifícios trabalham com engenheiros. Já as casas podem ter sido erguidas sem esse suporte", afirma o engenheiro Victor Ventura. Por isso, a recomendação é fazer uma pesquisa para saber quem construiu o imóvel.

Nas casas, o principal problema a ser observado pelo comprador são as rachaduras, segundo o engenheiro. "Trincas grandes e compridas são mais preocupantes. Se estiverem perto de uma viga, podem ser muito comprometedoras", diz, ressaltando que o risco de uma fissura só pode ser dimensionado por um especialista.

Outro ponto que merece atenção é o telhado. "Às vezes, há infestação de cupins no madeiramento, o que pode levar ao desabamento da estrutura."

Essa foi a principal reforma que o administrador Marcelo Cernuschi fez em sua casa. O imóvel, comprado em 2009, fica na Lapa, na zona oeste de São Paulo, próximo à linha férrea.

"Mudei o madeiramento do telhado e também troquei as telhas, pois havia infiltração", conta. Além disso, foi necessário fazer a troca da fiação elétrica. Cernuschi afirma que não se sabe ao certo a idade da casa, mas diz acreditar que é dos anos 1940.

Para ele, a escolha valeu a pena. A compra do imóvel ficou em R$ 230 mil, e as reformas saíram por R$ 15 mil. "Comprei de um casal que se mudou para o interior. Paguei uma pechincha", afirma.

Segundo José Augusto Viana Neto, presidente do Creci-SP, essa é mais uma vantagem do imóvel usado: fazer negócio com pessoas comuns. "É diferente de lidar com uma incorporadora, inflexível na negociação."

Fonte: Folha de São Paulo

 

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