Inclusão de deficientes físicos em canteiros de obra é desafio no setor

Texto: Redação AECweb

O pacto foi idealizado para atender a Lei 8.213 que estabelece cotas para a contratação de pessoas com deficiência

15 de outubro de 2010 - Se a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho faz parte da responsabilidade social e é inerente ao desenvolvimento sustentável, a contratação dessas pessoas em canteiros de obras da construção civil, atividade que traz algum grau de risco, representa um grande desafio.

Por entender que o setor tem plenas condições de enfrentar satisfatoriamente este desafio, o SindusCon-SP (indústria da construção), o Sintracon-SP (trabalhadores da construção do município de São Paulo), a Feticom (federação estadual dos trabalhadores do setor) e a Federação Solidária/CUT firmaram em fevereiro de 2008 um Pacto Coletivo para Inclusão de Pessoas com Deficiência, com a anuência da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Estado de São Paulo (SRTE-SP).

O pacto foi idealizado para atender a Lei 8.213 que estabelece cotas para a contratação de pessoas com deficiência.

Em vista de não haver pessoas com deficiência qualificadas em número suficiente para trabalharem nos canteiros nem estes estarem adaptados a abrigá-las com segurança, as construtoras comprometeram-se a uma contratação gradual. Ao mesmo tempo, as entidades e empresas signatárias do pacto iniciaram um trabalho para viabilizar a inclusão.

Nestes dois anos e meio, o SindusCon-SP realizou um amplo trabalho de divulgação entre os empresários das construtoras paulistas.

No ConstruSer (Encontro Estadual da Construção em Família), uma cartilha foi distribuída aos trabalhadores sobre como recepcionar sem preconceitos os novos colegas.

Contratada pelo sindicato, a Horizontes, uma Oscip (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público), mapeou as 18 habilitações profissionais da construção que poderiam empregar pessoas com deficiência e elaborou um plano de ação. Diversas entidades e instituições de ensino foram contactadas para adequar seus cursos de qualificação às peculiaridades desses futuros trabalhadores.

Recentemente, SindusCon-SP e Seconci-SP (Serviço Social da Construção) iniciaram um estudo envolvendo médicos do trabalho e técnicos de segurança, sobre como as construtoras devem agir para realizar as contratações em condições ergonométricas e de acessibilidade adequadas.

Outras ações estão em andamento. Em breve, o SindusCon-SP lançará um hotsite com orientações, downloads, links e serviços, tais como uma bolsa de empregos para essa finalidade.

Com todas estas ações em andamento, chegou o momento de renovar o pacto entre as entidades da construção, com a anuência da Coordenadoria Estadual do Projeto de Pessoas com Deficiência da SRTE-SP.

A renovação do acordo permitirá intensificar e aprofundar as ações adotadas e os estudos iniciados, de modo a concretizar uma inclusão segura e sustentável desses cidadãos.

Fonte: Sinduscon - SP