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Incorporadoras apresentam avanço no segundo trimestre

Texto: Redação AECweb

Números divulgados mostraram que o mercado segue aquecido, sobretudo nos segmentos de renda média e baixa

20 de julho de 2009 - A crise financeira global não deteve o avanço das incorporadoras imobiliárias no País. As prévias operacionais do segundo trimestre divulgadas por algumas das principais empresas do setor mostraram que o mercado segue aquecido, sobretudo nos segmentos de renda média e baixa.

De abril a junho, as vendas contratadas da Rodobens Negócios Imobiliários cresceram 57%, da PDG Realty aumentaram 69% e da Tecnisa subiram 10%.

Além disso, houve aumento das vendas de imóveis estocados. Na Tecnisa, as vendas de estoque no segundo trimestre representaram 93% do total e na PDG Realty essas vendas atingiram volume recorde de R$ 445 milhões, representando 63% das vendas contratadas. Nesse último caso, a "queima" de estoques não afetou o Valor Geral de Vendas (VGV) dos lançamentos da PGD no segundo trimestre, que cresceu 30,2%, para R$ 615 milhões.

Já na Tecnisa houve queda de 77,8% no VGV dos lançamentos no segundo trimestre, em relação ao trimestre anterior e de 86,6% em comparação com igual período do ano passado, para R$ 40,5 milhões. "Apesar do baixo volume de lançamentos, tivemos forte desempenho de vendas", disse, em nota, o diretor de Relações com Investidores da empresa, Leornardo Charles Malafaia. Dos lançamentos da Tecnica, 38,7% têm valor de até R$ 130 mil e 15,3%, até R$ 200 mil.

Esse apelo junto ao segmento de renda média e baixa se verificou de forma mais acentuada na Rodobens, cujos empreendimentos com preço abaixo de R$ 150 mil representaram 92% do VGV de R$ 200 milhões no segundo trimestre deste ano.

A empresa registrou no segundo trimestre lançamentos no valor de R$ 199 milhões, 197% acima do apurado em igual período do ano passado. Segundo a Rodobens, a Velocidade de Vendas (VSO) cresceu 24% nesse intervalo de tempo.

"A retomada dos lançamentos foi influenciada pela forte recuperação da demanda no trimestre, particularmente pelos imóveis de preço ate R$ 100 mil, resultante de maior confiança do comprador de imóvel e dos incentivos trazidos pelo plano habitacional do governo federal", afirmou, em nota, o diretor de Relações com Investidores da Rodobens, Orlando Viscardi Neto. Segundo ele, das 2.490 unidades lançadas no segundo trimestre, 36% já estavam vendidas ao final do período. "Este percentual somente não foi maior devido à concentração de lançamentos no mês de junho, em 49% das unidades", completou.

Na PDG Realty, o diretor de relações com investidores, Michel Wurman, informou que 45% das unidades lançadas no segundo trimestre foram vendidas no próprio período.

O executivo disse também que, das unidades lançadas no segmento econômico entre abril e junho, 64% estão elegíveis ao programa habitacional do governo federal "Minha Casa, Minha Vida".

Para a equipe de análise da Planner Corretora, os resultados das incorporadoras no segundo trimestre foram positivos, principalmente no segmento de baixo padrão. "Os melhores resultados foram das empresas que montaram departamentos dedicados ao envio de documentos à Caixa Econômica Federal dentro do pacote habitacional", disse um dos analistas.

Para a Planner, as empresas voltadas aos segmentos mais populares devem apresentar resultados compatíveis ou superiores ao de 2008, quando o setor passou por grande explosão de vendas.

Já as empresas voltadas mais aos segmentos de média e média-alta renda devem repetir neste ano o desempenho de 2007, demonstrando menor velocidade de vendas que as empresas focadas no segmento econômico. "Ainda assim, os números do segundo trimestre já mostram que a crise não preocupa tanto nos segmentos de média e média-alta renda. Pode ser um bom momento comprar imóvel com os juros em queda e os bancos liberando mais empréstimos", avaliou a Planner.

Fonte: Jornal do Commercio
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