Indefinições preocupam setor de infraestrutura

Texto: Redação AECweb

Há 5 anos da Copa do Mundo, muitas obras ainda não saíram do papel

19 de Março de 2009 - No último dia do 2º Seminário Nacional da Construção Civil os debates trataram dos desafios e oportunidades da infra-estrutura para a Copa do Mundo de 2014.

Para o presidente do Sindicato da Arquitetura e Engenharia (Sinaenco), José Roberto Bernasconi, a demora da Fifa em definir as cidades sede dos jogos está atrasando o governo a colocar em prática as obras que devem ser entregues até 31 de dezembro de 2012.

"Terminais rodoviários e rodoferroviários, sistema de ligação entre as cidades e os aeroportos, sistema de lazer, tudo ainda será estudado e planejado. Enquanto a Fifa não divulgar quais serão as cidades não podemos planejar o que será feito. Pois cada cidade tem uma demanda diferente da outra", afirmou.

Bernasconi disse ainda que até 2012 todas as obras deverão estar concluídas para a Copa das Confederações, evento que a Fifa realiza no país que sedia a Copa do Mundo. "Temos apenas três anos e meio para planejar, conseguir as licenças ambientais, construir, equipar e empregar as pessoas".

De acordo com o chefe de gabinete do ministro do Turismo, Carlos Alberto da Silva, o governo já encomendou uma pesquisa à Fundação Getúlio Vargas para identificar quais são as necessidades das 17 cidades que estão na lista da Fifa como possíveis sedes da Copa do Mundo de 2014. "Dessas apenas 12 serão escolhidas, e enquanto a Fifa não anuncia o ministério quer estudar quais serão as prioridades quando as obras começarem", disse.

Já o diretor de programas da Secretaria Executiva do Ministério dos Esportes, Alcinio Reis Rocha, ressaltou que a decisão do governo federal é apoiar as cidades candidatas naquilo que é considerado investimento nas obras de infra-estrutura urbana, necessárias para a realização do copa. Segundo Rocha, o governo federal não vai investir recursos do orçamento da União para o custeio da chamada infra-estrutura esportiva.

(Gazeta Mercantil/Caderno A - Pág. 6)(Agência Brasil)