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Indústria de cimento quer ampliar vendas

Texto: Redação AECweb

No Brasil, crescimento foi de apenas 30% desde 2005. Sindicato Nacional da Indústria de Cimento vê nas obras de infraestrutura o futuro do mercado

26 de agosto de 2010 - Enquanto o consumo de cimento per capita na China cresceu 160% nos últimos cinco anos, o incremento no Brasil foi de apenas 30%. O percentual é considerado muito baixo pelo Sindicato Nacional da Indústria de Cimento (SNIC). Para alavancar o consumo da commodity - principal componente do concreto -, o setor depende da aceleração dos investimentos em infraestrutura logística, como a ferrovia Transnordestina, e da continuidade do crescimento dos programas de habitação popular, a exemplo do Minha casa, minha vida.

Segundo o vice-presidente executivo do SNIC, José Otávio Carvalho, as rodovias são usadas em 94% das operações de distribuição do cimento no País, enquanto apenas 5% ocorrem por ferrovias e 1% por hidrovias. Diariamente, cerca de 12 mil caminhões carregam o produto das fábricas para as revendas. O raio de distribuição para o Norte e Nordeste chega a superar mais de 1.000 quilômetros. "O transporte rodoviário onera muito o custo do frete. O cimento é um produto que possui muito volume e baixo valor agregado. Ou seja, na competição com outros produtos que têm melhor relação entre peso e preço, sai em desvantagem", destaca Carvalho.

Segundo ele, a necessidade de uma infraestrutura ferroviária é ainda maior no Nordeste, onde existem poucas fábricas. "O cimento é um produto bastante perecível com validade de três meses no saco. Isso impede que o produto seja estocado. Regiões distantes dos grandes centros produtores precisam ser abastecidas de maneira rápida conforme o andamento das obras. Em alguns casos, o custo do frete onera o produto em mais de 50%", explica.

A indústria de cimento no Brasil conta hoje com 71 fábricas pertencentes a 12 grupos. O segundo maior deles, depois do Votorantim, é o grupo João Santos, de Pernambuco. Uma nova fábrica de cimento demanda investimentos da ordem de US$ 200 milhões a US$ 300 milhões e demora entre três e cinco anos para iniciar as operações.

Apesar do crescimento modesto no consumo per capita nacional nos últimos cinco anos, alguns dados apontam para um futuro promissor para a indústria de cimentos. No mesmo período, a participação das revendas (cimento ensacado) no faturamento da indústria caiu de 70% para 58%. "Boa parte dessa queda se deve ao aumento da participação das concreteiras na venda do produto. Hoje ela é de 17%. São empresas de pré-fabricados comprando mais, pois o consumidor está demandando uma moradia de maior qualidade. O construtor informal está perdendo espaço", conclui. A expectativa da Associação Brasileira da Construção Industrializada de Concreto (ABCIC) espera encerrar o ano de 2010 movimentando R$ 5,5 bilhões, um crescimento de 15% em relação ao mesmo período do ano passado.

Fonte: Jornal do Commercio - PE

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