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Indústria nacional está preparada para aumento da demanda

Texto: Redação AECweb

Programas habitacionais e de aceleração do crescimento, aliados às Olimpíadas e Copa do Mundo elevarão consumo do produto

04 de novembro de 2009 - Os investimentos feitos na produção de cimento entre os anos de 2007 e 2008 aumentaram a capacidade instalada da indústria brasileira e isto deve bastar para atender o crescimento na demanda projetado para os próximos anos.

Atualmente, programas governamentais como o Minha Casa Minha Vida e o de Aceleração do Crescimento (PAC), reaqueceram o mercado que chegou a ser abalado pela crise financeira deflagrada no ano passado e que se arrastou até meados deste ano.

Em Sorocaba, a retomada de projetos adiados por conta da crise financeira fortalece as expectativas de aumento no consumo de cimento, afirma o Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon).

Além dos programas habitacionais, a indústria nacional de cimento se prepara para atender a demanda que será criada por conta da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro.

O Sindicato Nacional da Indústria de Cimento (Snic) afirma que o mercado passou por seis anos de estagnação. O vice-presidente da entidade, José Otávio Carvalho, explica que o crescimento foi retomado em 2006, quando o setor alcançou os mesmos níveis de vendas conferido em 1999.

Carvalho explica que durante 2007 e 2008 a construção civil, por conta de programas habitacionais voltados sobretudo para as classes média e alta, experimentou um período de expressiva expansão.

O Brasil, de acordo com o Snic, conta com 12 grupos produtores no país e Carvalho afirma que a indústria nacional tem plena capacidade de atender o crescimento na procura pelo produto. "Em 2007 tivemos diversos projetos anunciados e com a crise, alguns deles tiveram o ritmo de execução um pouco diminuídos. Se houver pressão de mercado os projetos de investimentos que ainda não foram realizados serão acelerados", pondera ele.

Com o advento da crise financeira mundial, a produção de cimento, assim como todo o setor produtivo voltado para a construção civil foi impactado e muitos investimentos que estavam programados acabaram sendo adiados. "Os (investimentos) que já estavam em andamento continuaram. Aqueles que foram adiados estão sendo retomados agora de forma gradativa", observa ele.

Carvalho informa que antes da onda de instabilidades financeiras a expectativa de crescimento para o setor era de 8%, agora, segundo ele, o setor deve ter o nível de consumo igual ao ano passado.

Procura normalizada
Em Sorocaba o preço do saco de cimento com 50 quilos varia entre R$ 16 e R$ 18, informa o presidente da Associação dos Comerciantes de Material de Construção (Acomac), Wanderley Demarchi.

A associação conta com 120 lojas e o presidente detalha que durante outubro de 2008 até julho deste ano, a venda no balcão diminuiu, quadro que segundo ele não deve se manter já que há retomada nas vendas no varejo.

Conforme Demarchi, o preço do produto está estável e pode sofrer variação com a volta do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) que está previsto para janeiro do ano que vem.

Na rede Construmix, que conta com 13 lojas na cidade, a venda em balcão permaneceu estável e também é considerada normalizada atualmente. O presidente da rede, Alex Rosemberg Antunes Pinto, afirma que quando foi anunciada a isenção de IPI para o cimento, as vendas, pelo contrário, chegaram a conferir uma discreta alta.

"Não chegamos a ter medo da crise pois ela ficou mais no campo psicológico das pessoas que perceberam que não houve o reflexo esperado e o andar da carruagem está o mesmo", comentou ele.

Na região de Sorocaba, a Votorantim Cimentos é a principal fornecedora do produto e mesmo com o aquecimento no consumo provocado pelos programas habitacionais, o temor da falta de cimento está descartado.

Projetos retomados
Com o fim da crise financeira muitos projetos da construção civil foram retomados e este também é um fator causador do aumento do consumo de cimento na região. O Sindicato das Indústrias da Construção Civil de Sorocaba e Região (Sinduscon) afirma que é difícil quantificar o volume de produto demandado pelas construções na região.

O diretor regional da entidade, Ronaldo de Oliveira Leme, confirma que além da retomada de projetos adiados por conta das incertezas na economia, o programa habitacional Minha Casa Minha Vida aqueceu o setor. "Este é um projeto que já está acontecendo e a tendência é usar muito mais cimento do que agora", afirma.

Leme informa que os projetos em andamento, em sua grande maioria, eram previstos para ter a execução em 2008. O diretor regional do Sinduscon conta que recentemente esteve reunido com representantes das empresas produtoras de cimento e, segundo ele, a informação é de que não faltará o produto. "Sabemos que o setor produtivo está ciente do aumento da demanda para os próximos anos e se eles não estiverem preparados, as coisas não vão dar certo", pondera ele.

Fonte: CruzeiroNet - SP

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