Indústrias discutem corte do IPI e pacote habitacional

Texto: Redação AECweb

Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (Abrafati), realiza hoje, no Recife, um encontro com fabricantes e lojistas para discutir mudanças no setor

23 de abril de 2009 - Os fabricantes de tintas apostam na redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para materiais de construção e no programa Minha casa, minha vida, do governo federal, para minimizar os efeitos da crise financeira no setor. Para discutir essas mudanças, a Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (Abrafati), realiza hoje, no Recife, um encontro com fabricantes e lojistas. O evento acontece a partir das 19h, no Restaurante Sal e Brasa, na Imbiribeira.

Na pauta do encontro também estará a discussão sobre o Programa Setorial da Qualidade de Tintas Imobiliárias (PSQT), desenvolvido pela Abrafati, que elabora mecanismos de garantia para um desempenho satisfatório dos produtos, atendendo às necessidades dos usuários, sem prejudicar a competitividade entre os fabricantes. A ideia é conter a disseminação de tintas de baixa qualidade no mercado, adotando um padrão mínimo. A pernambucana Tintas Iquine é uma das integrantes do programa. “Reforçamos ainda mais nossos critérios para produção de tintas com alto índice de qualidade”, destaca o diretor de marketing e comercial da Iquine, Ronaldo Souza.

Desde o dia 1º de abril, o IPI das tintas à base de água foi reduzido a zero e o dos produtos para pintura passou a ter alíquota de 2%. Anunciado pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, o decreto nº 6.809 beneficiou 30 itens usados pela construção civil. A decisão se estende por três meses, tempo considerado como suficiente pelo governo federal para a recuperação da economia.

A Abrafati acredita que, provavelmente, a redução do IPI será prorrogada, como já ocorreu com a indústria automobilística. Os fabricantes esperam, ainda, que o decreto do governo federal também contemple as tintas a base de solvente. Na avaliação do presidente da Abrafati, Dilson Ferreira, as vendas de tintas no varejo devem aumentar de 2% a 3%, em função da redução nos preços estimulada pela desoneração tributária.

Fonte: Jornal do Commercio - PE