Inflação do aluguel desacelera pelo 2º mês seguido em abril

Texto: Redação AECweb

Gastos com construção e transportes sobem

28 de abril de 2011 - O IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado), indicador usado para reajustar os aluguéis, diminuiu a aceleração pelo segundo mês consecutivo e atingiu 0,45% em abril, informou na última quinta-feira (28) a FGV (Fundação Getulio Vargas). Em março, o índice marcou 0,62% e, em fevereiro, atingiu 1%.

O IGP-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

Os contratos de aluguel são reajustados na data do aniversário. Isso significa que, se você fechou o contrato de locação em abril de 2010, o reajuste virá em abril de 2011 e assim por diante. Para os contratos com aniversário em abril, o aumento será de 10,6%, segundo a FGV.

A alta dos preços do grupo de alimentos in natura desacelerou de 7,37%, em março, para 4,68%, em abril, o que contribuiu para a redução do índice geral. Por outro lado, os custos com construção civil subiram em abril – os gastos com mão de obra avançaram 1,16% neste mês.

O IGP-M é formado por três subíndices: IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo), o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) e o INCC (Índice Nacional de Custo da Construção).

Em abril, o IPA recuou de 0,65% em março para 0,29% em abril, com destaque para as matérias-primas brutas, que ficaram 0,57% mais baratas neste mês. Registraram quedas de preços o algodão em caroço e a laranja.

Já o IPC apresentou alta de 0,78% em abril – contra elevação de 0,62% em março. O destaque foi a alta de preços verificada com os transportes, impulsionada pelos preços do álcool e da gasolina, que ficaram, respectivamente, 13,45% e 4,32% mais caros.

Além dos transportes, em abril, o consumidor também gastou mais com alimentação, vestuário, saúde e cuidados pessoais e educação, leitura e recreação. Os itens desses grupos que ficaram mais caros foram passagens aéreas, medicamentos, calçados e carnes bovinas.

Por outro lado, o brasileiro teve despesas menores com habitação e despesas diversas em abril. Vale destacar que o aluguel residencial e a mensalidade para TV por assinatura tiveram pequenos recuos de preços.

Por fim, o consumidor percebeu que os custos com construção civil cresceram neste mês em relação a março, sendo que os gastos com mão de obra subiram 1,16%. Por outro lado, materiais de construção e os serviços também subiram, mas em ritmo mais moderado.

Fonte: R7