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Investidores imobiliários procuram lugares seguros, como o Brasil

Texto: Redação AECweb

Depois de o mundo ter mergulhado em uma crise de papéis, é hora de apostar em quem está em crescimento

2 de abril de 2009 – “O Brasil vai continuar recebendo recursos estrangeiros devido às suas excelentes oportunidades imobiliárias.” O dono desta frase é Michael R. Good, executivo de inglês pausado que já fez paradas em quase todos os aeroportos do mundo por ocupar o cargo de presidente da Sothebys International Realty. Pela primeira vez no País, Good cumpriu uma agenda cheia: anunciou uma parceria com o banco Santander, apresentou o condomínio Vila São Pinhal-Broa, em São Carlos (SP), e lançou o empreendimento com os maiores e mais caros apartamentos do País, no Morumbi, em São Paulo (12 unidades de 1.233 m a R$ 13,5 milhões cada).

Fundada em 1976, a Sothebys International Realty é o braço imobiliário da casa de leilões de jóias, quadros, antiguidades e vinhos raros. A companhia está presente em 39 países, com mais de 540 escritórios e conta com quase 11 mil corretores. "Até o fim do ano, estaremos em 45 países", celebra Good. Segundo ele, a expansão vai ocorrer principalmente na Europa, Pacífico e Américas. "Eu estou aqui para promover essa expansão", afirmou. "O mundo está cada vez menor, plano. As pessoas têm mais escolhas", completou.

Good disse ainda que a questão não é o preço. "Na verdade, nós valorizamos o que é único, seja o anseio das pessoas ou a exclusividade das propriedades." A Sothebys procura empreendimentos com classe, sofisticação e personalidade e com caráter global aos negócios. "Nem todo mundo busca uma segunda residência. Nosso trabalho é ajudar as famílias a acharem o que precisam dentro da faixa de preço que podem pagar", explicou.

Atualmente, a Brasil Sothebys International Realty possui escritórios em São Paulo, Rio de Janeiro, Natal e Campo Grande, com uma unidade voltada exclusivamente a fazendas e agronegócios. Até o final do ano serão inauguradas ainda as unidades de João Pessoa e Maceió. Mesmo antes da inauguração desses escritórios, o País já ocupa o quarto lugar no ranking de visitas no site da companhia. Número bastante considerável se for levado em conta que apenas 25% dos internautas que acessam a página não moram nos Estados Unidos.

Good acredita que esse dado é um reflexo do que as pessoas querem no momento, principalmente depois de o mundo ter mergulhado em uma crise de papéis: encontrar lugares seguros para investir em imóveis. É o caso do Brasil.

Já o mercado americano continua reduzindo o número de transações. Good diz que o número anual de vendas de empreendimentos, que hoje está em cerca de 4,4 milhões, chegava a 7,1 milhões em 2005. "A torta diminuiu e a indústria reviu os seus números. Os Estados Unidos estão vivendo uma recessão". A situação do segmento imobiliário na Europa também não é boa. "Não vemos nenhum país que tenha ficado imune, o impacto foi global. Isso mostra que os países estão cada vez mais interdependentes", analisa.

Perguntado sobre as medidas tomadas pelo presidente norte-americano, Barack Obama, para frear o efeito dominó na economia, o presidente da Sothebys International Realty afirma que a recuperação do mercado imobiliário precisa receber mais atenção do que tem sido despendida até agora. "O setor foi o primeiro a entrar em recessão e deve ser o primeiro a sair. Em média, a compra de uma unidade gera um impacto de US$ 62 mil na economia, porque quem compra uma casa nova, compra também móveis, reforma o jardim. Ou seja, se conseguirmos dar prosseguimento ao mercado imobiliário, muitas indústrias vão seguir o movimento", argumenta Good.

O executivo espera também que Obama reduza as taxas de juros. "Se o governo conseguir influenciar uma redução das taxas, as pessoas vão conseguir se mudar e comprar o que realmente querem", completa. "Acho que devemos nos preparar para 2010, porque nunca sabemos que atingimos o fundo até sairmos dele", afirma.

Fonte: Gazeta Mercantil, Natália Flach

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