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Lançamentos residenciais podem ter alta de 10%, de acordo com Secovi-SP

Texto: Redação AECweb/e-Construmarket

Previsão vem da expectativa de crescimento da economia superior ao do ano passado e a perspectiva de melhora no processo de aprovação das licenças pelos órgãos públicos

20 de fevereiro de 2013 - Após registrar queda de 27% nos lançamentos residenciais da cidade de São Paulo em 2012, o Secovi-SP projeta crescimento de 10% nas novas unidades em 2013. Com isso, o volume projetado para o maior mercado imobiliário do país chega a 31 mil unidades, ante as 27.835 unidades do ano passado, segundo o Sindicato da Habitação. "Existe uma demanda, na cidade de São Paulo, por 30 mil a 35 mil unidades por ano", disse o economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci.

No mercado, tem sido comum a avaliação de que o volume total lançado pelas incorporadoras, em 2013, cairá ou terá pequeno aumento. A percepção do Secovi paulista mais otimista que as recorrentes resulta de fatores como a expectativa de crescimento da economia superior ao do ano passado e a perspectiva de melhora no processo de aprovação das licenças pelos órgãos públicos, além das medidas de desoneração do setor anunciadas pelo governo.

O setor espera que as discussões do novo plano diretor da cidade de São Paulo tenham início neste semestre. Conforme o presidente do Secovi-SP, Claudio Bernardes, a produção imobiliária não deve ser beneficiada já neste ano, diretamente, pela esperada revisão do plano. Já Petrucci, avalia que o início da revisão dessas diretrizes contribuirá para a expansão dos lançamentos, pois indicará atuação da Prefeitura de São Paulo para "melhorar a criação de terrenos e o custo".

A média anual de lançamentos residenciais na cidade de São Paulo, entre 2004 e 2006, foi de R$ 13 bilhões em valores atualizados. No intervalo de 2007 a 2009, a média aumentou para R$ 15 bilhões e, no biênio 2010 e 2011, para R$ 18 milhões. No ano passado, os lançamentos somaram R$ 14,8 bilhões, de acordo com dados da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp) citados pelo Secovi-SP.

Em relação às vendas de imóveis residenciais na capital paulista, o Secovi-SP projeta expansão de 3,5% a 5%, para 28 mil unidades, ante as 26.958 unidades do ano passado. Em 2012, o volume vendido caiu 4,8%. O indicador vendas sobre oferta (VSO) ficou em 56,7%, mesmo patamar de 2011. Para 2013, o Secovi-SP projeta VSO de 56% a 60%. "Em 2012, começamos o ano com estoque de 20 mil unidades e terminamos com 20 mil unidades", disse Petrucci.

A média anual de unidades vendidas de 2004 a 2006 foi de 24 mil, com Valor Geral de Vendas (VGV) médio de R$ 12 bilhões. Entre 2007 e 2009, a média foi de 33 mil unidades comercializadas, e o VGV médio ficou em R$ 15 bilhões Nos anos de 2010 e 2011, a média foi de 32 mil unidades, mas o VGV médio se manteve em R$ 15 bilhões. Em 2012, o VGV médio caiu para R$ 13,6 bilhões.

Num cenário de queda de lançamentos e vendas e desaceleração do crescimento da economia, a valorização de preços dos imóveis foi menor, no ano passado, que em 2011. A variação nominal média foi de 10% em 2012, ante 27% no ano anterior. O aumento real de preços foi de 3%.

Segundo o economista-chefe do Secovi-SP, o ajuste pelo qual passou o mercado imobiliário, no ano passado, "foi saudável e atenuou a curva de crescimento de preços". Em 2013, o crescimento real ficará próximo do patamar do ano passado, de acordo com Petrucci. "Não temos bola de cristal. A variação pode ser de 2%, 3%, 4% ou 5%, mas ficará próxima aos índices de inflação."

Não se espera falta de crédito imobiliário em 2013, segundo o economista-chefe do Secovi-SP, mas é necessário elevar o valor máximo financiado com recursos do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), atualmente em R$ 500 mil. A proposta do setor é que o teto seja de R$ 750 mil. "Está na hora de o governo reconhecer que existe um processo inflacionário e de valorização da renda", disse Petrucci.

Fonte: Valor Econômico

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