Banner AECweb
menu-iconPortal AECweb

Lula diz que segunda fase do PAC terá mais 1 milhão de casas

Texto: Redação AECweb

Porém, presidente não deu prazo para a construção dessas moradias

01 de março de 2010 - Em visita ao presidente salvadorenho, Maurício Funes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem que anunciará a construção de mais 1 milhão de casas dentro da segunda fase do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), obras cuja execução deverá ficar para o seu sucessor na Presidência da República.

Lula disse que o anúncio, no ano passado, do programa Minha Casa, Minha Vida foi exitoso e que se comprometerá com mais 1 milhão "para não parar mais" o investimento no setor.  Não deu, porém, prazo para a construção dessas moradias.

Para Funes e uma plateia de empresários brasileiros e salvadorenhos, Lula disse que a forma de fazer com que o programa funcionasse foi negociar a redução de taxas e seguros para a construção da casa própria e não ter medo de falar em subsídio.
"Assumimos o compromisso de que, para fazer casa popular, tem que ter subsídio. A gente não tem que ter medo da palavra subsídio para resolver um problema crônico, que é o problema habitacional dos países de toda a América Latina."

Para Lula, "esse é um programa exitoso". "Já temos mais de 30 mil casas em construção, já temos mais de 730 mil casas com projetos aprovados na Caixa Econômica Federal e, agora, estou anunciando um próximo passo. Vamos anunciar mais 1 milhão de casas no próximo período, que é para não parar mais", afirmou.

Apesar de o governo alardear os números referentes a propostas apresentadas por empresas para a construção de casas, o volume de contratações efetivas -após praticamente um ano do lançamento do programa- ainda é baixo. No final de 2009, a CEF contabilizava 656 mil propostas, mas apenas 275,5 mil foram contratadas. No último dia 19, o total de contratações era de 312,7 mil.

O próprio governo foi o grande responsável pelo atraso no andamento do Minha Casa, Minha Vida porque demorou para regulamentá-lo, o que prejudicou, sobretudo, as obras para a faixa de renda até R$ 1.395.
Segundo dados do Ministério das Cidades, das 400 mil unidades prometidas, 184.810 foram contratadas.

Fonte: Folha de S. Paulo - SP

x
Gostou deste conteúdo? Cadastre-se para receber gratuitamente nossos boletins: