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Mais jovens estão comprando a casa própria

Texto: Redação AECweb

De acordo com a Caixa, contratantes até 30 anos representam 33% do total da carteira imobiliária

15 de maio de 2009 - Jovens, de diferentes faixas de renda, em busca de seu primeiro imóvel. Esse é o perfil predominante nos corredores do Feirão da Caixa que abriu as portas ontem, no Riocentro, com centenas de pessoas à porta.

Maior financiadora do setor, a Caixa diz que sua carteira imobiliária é realmente jovem. Hoje 80% dos 1,96 milhão de contratos é de mutuários com até 45 anos. Os contratantes até 30 anos representam 33% do total, quase o dobro de 1997 (17%).  “Isso demonstra a confiança na estabilidade econômica.  Somos de uma geração em que o crédito estava fechado e os juros eram altos, então o primeiro imóvel era alugado. Agora os jovens já começam a vida com casa própria” ,  destaca a superintendente Nacional de Habitação, Bernadete Coury.

Felipe Souza, de 22 anos, foi ao feirão fazer pesquisa de mercado. Morador do Humaitá, sua meta é comprar um dois-quartos, na Zona Sul, até R$ 300 mil: “Estou pensando em comprar em construção, já que não tenho pressa de me mudar. Comecei pela pesquisa de preços para depois avaliar as linhas de financiamento”, disse. Alexandre Calazans, da Living, braço popular da RJZ/Cyrela - com imóvel de até R$ 230 mil - também destacou a predominância do comprador entre 20 e 30 anos.

A surpresa para diretora de Marketing da Patrimóvel Imobiliária, Regina Vasconcelos, foi a maior presença da classe média. Já para Francisco Barbosa, da João Fortes construtora, isso é natural. Não foi à toa; diz que trouxe para o feirão imóveis na Barra, no Humaitá e no Recreio, de R$ 198 mil a R$ 800 mil: “ As pessoas pensam: se quem ganha três, seis salários consegue comprar, eu também".

Hereda critica discussão sobre uso da Tabela Price Alexandre Frickmann, superintendente de Incorporação da Brascan, com imóveis de R$ 160 mil a R$ 400 mil à venda no feirão, diz que o mercado ganhou novo ritmo em abril: “A venda foi muito boa, principalmente, de imóveis mais caros. Os acima de R$ 1 milhão venderam muito. Alguns foram pagos à vista. Acho que pode ter havido uma troca de posições com investimentos”, afirma.

Vice-presidente de Governo da Caixa, Jorge Hereda - que espera uma alta nos negócios no feirão de 15% em relação a 2008 - criticou o fato de a discussão sobre a Tabela Price ainda estar no Supremo Tribunal Federal (STF) e na Câmara dos Deputados. É que há um debate sobre a legalidade do sistema de amortização, que o governo federal pretendia adotar para baixa renda.

“Só no Brasil não se pode usar Tabela Price. É claro que quem pode pagar deve optar pela amortização crescente, em que a prestação cai. Mas o fato é que Tabela Price amplia em 20% a capacidade de pagamento inicial do comprador”, conclui.

Fonte: O Globo

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