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MCMV 2 contratou 98 mil até janeiro em SP

Texto: Redação AECweb

A informação foi divulgada pelo vice-presidente de Governo da Caixa Econômica Federal informação foi, José Urbano Duarte

14 de fevereiro de 2012 - Até 31 de janeiro, o Estado de São Paulo contratou cerca de 98 mil unidades habitacionais no âmbito do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida 2 (MCMV 2). A divulgada pelo vice-presidente de Governo da Caixa Econômica Federal informação foi, José Urbano Duarte, em reunião ocorrida em 9 de fevereiro com um grupo de representantes dos Sinduscons do país, organizado pela CBIC. Na ocasião, o vice-presidente de Habitação Popular, João Claudio Robusti, representou o SindusCon-SP.

Além de Duarte, participaram da reunião os superintendentes Nacionais da Caixa José Carlos Medaglia Filho; Jair Luis Mahl (Suric); e Daurin Goulart Duarte (Habitação de Mercado); e o diretor-executivo Teotônio Costa Rezende. Robusti foi acompanhado pelo coordenador da Área de Produção e Mercado do SindusCon-SP, Elcio Sigolo.

Os números da Caixa revelam que, das 98 mil unidades, cerca de 13 mil são da faixa 1 do MCMV 2, representando somente 39% da meta paulista até janeiro. Na faixa 2, foram contratadas aproximadamente 67 mil unidades até 31 de janeiro e na faixa 3, mais 18 mil. Estas duas últimas atingiram 100% das metas estabelecidas para aquele mês.

No Brasil todo, o MCMV 2 contratou até 31 de janeiro aproximadamente 138 mil unidades habitacionais na faixa 1, com orçamento de R$ 6,1 bilhões. As capitais e regiões metropolitanas foram responsáveis por 63 mil habitações (45% do total).

Ao considerar todas as faixas, o programa contratou no país cerca de 519 mil unidades. As capitais e regiões metropolitanas somaram 273 mil moradias (53% do total). Outras regiões receberão 246 mil unidades. Foram alocados, no total, R$ 36,3 bilhões.

Vale ressaltar que a contratação com construtoras foi intensificada somente a partir de outubro de 2011, com a publicação das novas regras.

Preocupações - Na reunião, Robusti consignou preocupação quanto aos procedimentos de análise das propostas pelas Superintendências Regionais da Caixa, defendendo a padronização dos processos. “Muitas vezes interpretações diferentes na análise elevam o nível de exigências e retardam todo o processo”, afirmou Robusti.

Outra preocupação é o limite global de alavancagem da empresa, determinado pela análise de risco das construtoras feita pelo banco, em especial para aquelas que operam na faixa 1 do programa. Segundo Robusti, o ideal é que seja observada a capacidade de empreender dessas construtoras e não somente o seu potencial de crédito. “Se continuar assim, isso poderá desestimular as empresas a viabilizarem empreendimentos na faixa 1”, alertou o vice-presidente do SindusCon-SP.

Operacionalizar – O grupo de representantes da construção civil também se reuniu com representantes do Banco do Brasil (BB) para debater o MCMV 2 e ouviram do diretor de Empréstimos e Financiamentos, Hamilton Rodrigues da Silva, que o banco tem como meta contratar cerca de 412 mil unidades entre 2012 e 2014. Deste total, 171 mil moradias referem-se à faixa 1 (41% do total). Na faixa 2, devem ser contratadas 189 mil unidades (46%). Na faixa 3, a previsão é alcançar 39 mil unidades e mais 12 mil na zona rural.

Acompanhado de sua equipe técnica, Silva contou que, para 2012, a meta é contratar 147.250 unidades, sendo 37.620 na faixa 1.

Segundo ele, o BB terá uma estrutura organizacional apta a operacionalizar o programa de forma eficaz. “Já está em funcionamento o centro de Serviços de Suporte Operacional em Crédito Imobiliário do BB, que centralizará em São Paulo as operações recepcionadas pelas agências bancárias”, contou.

Cinco plataformas distribuídas por quatro Estados (SP, PR, RJ e BA) e no DF e outras ferramentas darão suporte à esteira centralizada. “O fato de centralizar as operações não causará atraso no processo. Pelo contrário, a estrutura montada permitirá uma hegemonia na análise e rapidez nos trâmites”, afirmou Silva.

Na ocasião, Robusti indagou o diretor do BB sobre a participação do banco no projeto Casa Paulista, do governo do Estado de São Paulo. Hamilton Silva lembrou do convênio do Estado de São Paulo assinado com o governo federal para viabilizar o MCMV 2 no Estado e que já está conversando com a Secretaria de Habitação para operacionalizar o programa no âmbito do Casa Paulista. A intenção é operar dentro do sistema paulista, assim como em outros Estados.

Fonte: Sinduscon - SP

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