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Meio ambiente e construção em alta

Texto: Redação AECweb

Em destaque no país, setores movimentam a grade de cursos em Brasília

21 de junho de 2010 - A preocupação com o meio ambiente e o desempenho da construção civil - que vive um verdadeiro boom - estão mexendo com a demanda por cursos de pós-graduação e MBA na capital federal, até então focada em gestão empresarial e finanças. Desenvolvimento sustentável já ocupa o segundo lugar no ranking dos cursos mais procurados na Universidade de Brasília (UnB), tanto no mestrado, quanto no doutorado, depois de direito.

Já a Fundação Getúlio Vargas (FGV) abriu em 2009 uma turma de MBA de "Negócios imobiliários e de construção civil", e a procura foi tão grande que a instituição criou nova turma no início deste ano e está preparando uma terceira para o segundo semestre. As turmas do MBA voltadas para o setor da construção civil têm, cada uma, 45 alunos. O curso custa R$ 17,5 mil e tem duração de dois anos.

Segundo Kleber Tina, superintendente da FGV em Brasília, apesar das altas escolaridade e renda, parcela significativa dos moradores da capital paga aluguel.

Além disso, a oferta de terrenos no Plano Piloto está ficando saturada, e há necessidade de lançar novos bairros no Distrito Federal. Junto às condições favoráveis da economia e às facilidades do crédito, a particularidade explica por que o mercado de Brasília está mais aquecido do que a média nacional. “Este MBA é um dos mais badalados”, diz Kleber Tina, frisando que o ranking ainda é liderado pelo curso de gerenciamento de projetos, também ligado a infraestrutura e muito procurado por engenheiros.

Governo orienta MEC a dar destaque a engenharias

Pai e filho, Wagner Sarkis e Felipe Sarkis são alunos da primeira turma do MBA em negócios imobiliários da FGV. Do ramo, eles contam que optaram pelo curso para se reciclar e continuar firme num mercado em ascensão, mas cada vez mais competitivo. “Brasília não se restringe mais a players locais. Há muitas construtoras vindo, e se não se prepararem, os profissionais ficarão fora do mercado”, avalia Wagner, que é incorporador.

Depois de abandonar um curso de engenharia, Felipe fez publicidade, mas abriu uma unidade de cortes e dobras de aço - um dos insumos da construção civil. Com 90 empregados, convidou o pai para voltar a estudar, de olho no potencial do mercado imobiliário. “Na turma, temos colegas de outras áreas, como dentistas e administradores que pensam em até mudar de ramo”.

Desde 2008 em Brasília, o Ibmec oferece dois MBAs: gestão de negócios e de finanças. O primeiro é o mais procurado, inclusive por funcionários públicos, interessados em dar um viés empresarial à administração pública.

Há também, segundo a instituição, jovens empresários que acabaram de abrir um negócio próprio. Os valores do curso variam de R$ 12.280 (jovens empreendedores) a R$ 17,9 mil.

Segundo a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Ministério da Educação (MEC), além da demanda por mão de obra qualificada, decorrente das exigências do mercado, a orientação do governo é induzir a procura pelas engenharias em geral e, mais especificamente, as ligadas a exploração do pré-sal, área naval e biologia marinha.


Fonte: O Globo - RJ

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