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Mercado da construção espera mudança no perfil dos compradores

Texto: Redação AECweb

Crescimento do setor de construção deverá ocorrer em paralelo à expansão do consumo

11 de novembro de 2010 - Em 2005, o PIB do setor da construção civil era de R$ 90,2 bilhões. Cinco anos depois, deve saltar 69% e somar R$ 152 bilhões, resultado da ampliação do crédito imobiliário, juros em queda e estabilidade macroeconômica. O futuro deverá continuar promissor, impulsionando os diversos elos da cadeia produtiva. Segundo estudo da FGV e da Ernst & Young, entre 2007 e 2030, o número de famílias no Brasil passará de 60,3 milhões para 95,5 milhões, em meio ao maior envelhecimento da população e maior número de adultos aptos a formar família e demandar moradias.

Entre 2007 e 2030, 37 milhões de moradias serão construídas - uma média de 1,6 milhão de novas residências por ano. Em 2017, a idade média do brasileiro será de 32,5 anos, enquanto a expectativa de vida será de 74,7 anos. Cerca de metade da população terá 30 anos ou mais. No Brasil de 2030, que terá 91,1% da população nas cidades, a idade média será de 36 anos e quase 60% da população terá 30 anos ou mais. Dados que mostram que a parcela dos adultos aptos a formar famílias crescerá.

O crescimento do setor de construção deverá ocorrer em paralelo à expansão do consumo. Segundo outro estudo da Ernst & Young com a FGV, o Brasil deverá saltar da posição de 8º maior mercado consumidor do mundo para a 5ª posição em 2030. "O acesso ao crédito e a melhoria do poder de consumo criam condições muito positivas para toda a cadeia, ao mesmo tempo em que existe uma demanda elevada: o déficit habitacional está estimado em pouco mais de 7 milhões de moradias", diz Cristiane Amaral, sócia da área de risk advisory services da Ernst & Young.

Entre 2007 e 2030, o estudo identifica dois períodos distintos: das 15,3 milhões de novas famílias que se formarão entre 2007 e 2017, 57% estarão na base da pirâmide social, com renda familiar inferior a R$ 2 mil. De 2017 em diante, essa tendência irá mudar, com 78% das 19,9 milhões de novas famílias tendo rendimentos entre R$ 2 mil e R$ 8 mil. Esses dois ciclos poderão ter implicações diferentes na forma de condução da política habitacional e nos negócios das empresas que atuam na área.

No primeiro, que vai até 2017, a política habitacional fundamentada em subsídios ganha mais relevância, com mecanismo de complementação da renda das famílias mais pobres. Na segunda, em que as faixas de menor renda diminuem, os subsídios tornam-se menos importantes. Após 2017, os mecanismos de mercado e as condições do crédito passarão a ser mais relevantes no atendimento das necessidades, e o mercado de imóveis para famílias com menor poder aquisitivo, de até R$ 2 mil, é o que crescerá mais em termos absolutos. Segundo o estudo, trata-se de um mercado que opera com valores entre R$ 35 mil e R$ 70 mil, a preços de 2007. De 2017 em diante, aumentará a participação das classes de renda média. As incorporadoras e construtoras deveriam se planejar para oferecer imóveis entre R$ 70 mil e R$ 150 mil.

Fonte: Valor Econômico

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