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Mesmo com medidas restritivas, mercado imobiliário de SP cresce em março

Texto: Redação AECweb/e-Construmarket

No mês, 4.761 unidades residenciais novas foram vendidas, valor 77,5% acima na comparação com março de 2020. Lançamentos somaram 3.497 unidades, alta de 108% face a fevereiro

No acumulado de 12 meses, as vendas totalizaram 54.964 unidades, um crescimento de 5,9% em relação ao período anterior (Créditos: Nelson Antoine/ Shutterstock)

06/05/2020 | 16:43 - A Pesquisa do Mercado Imobiliário, realizada pelo Departamento de Economia e Estatística do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), apurou que 4.761 unidades residenciais novas foram comercializadas em março na capital paulista. O valor é 5% inferior ao registrado no mês anterior, quando as vendas alcançaram 5.009 mil unidades, e 77,5% acima das vendas de março do ano passado.

No acumulado de 12 meses, as vendas totalizaram 54.964 unidades, um crescimento de 5,9% em relação ao período anterior (51.897 unidades).

Os imóveis que mais se destacaram no mês foram os de 2 dormitórios, com área útil entre 30 m² e 45 m² e preços de até R$ 240 mil. “Imóveis econômicos participaram com 62% do total comercializado no mês e apresentaram crescimento de 120% em relação a março de 2020, quando foram vendidas 1.350 unidades”, destaca Petrucci.

Com relação aos imóveis econômicos, em fevereiro, 2.967 unidades foram vendidas e 22.102 ofertadas para venda. No segmento de mercado de médio e alto padrão, a pesquisa identificou 1.794 unidades vendidas. LANÇAMENTO

De acordo com dados da Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio), a cidade de São Paulo registrou, em março, o lançamento de 3.497 unidades residenciais, valor 108% maior em relação a fevereiro (1.680 unidades) e 98,6% acima do total de março de 2020 (1.761 unidades).

No acumulado de 2021, os lançamentos na capital paulista somaram 6.971 unidades, sendo 65% (4.560 unidades) de imóveis econômicos.

“O bom desempenho mostra que as incorporadoras mantiveram os seus esforços de vendas on-line, uma vez que o atendimento presencial nos estandes ficou impossibilitado a partir da reclassificação do Plano SP para uma fase mais restritiva”, explica Emilio Kallas, vice-presidente de Incorporação e Terrenos Urbanos do Secovi-SP.

A preocupação do setor, entretanto, se concentra na contínua elevação de preços dos insumos das obras. “Temos acompanhado com muita apreensão essa trajetória de alta de preços, cuja consequência em um futuro bem próximo será o repasse do custo para o valor do imóvel”, alerta Basilio Jafet, presidente do Secovi-SP.

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