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Meta do Estado é ter mais 100 mil unidades até 2014

Texto: Redação AECweb

Objetivo é erguer 50% a mais do que nos últimos quatro anos

21 de fevereiro de 2011 - O novo secretário estadual de Habitação, Silvio França Torres, afirmou a lideranças do SindusCon-SP que sua meta é produzir mais de 100 mil unidades habitacionais até 2014, o que representa erguer 50% a mais do que nos últimos quatro anos.

Além do presidente do SindusCon-SP, Sergio Watanabe, também foram recebidos José Carlos Molina, vice-presidente de Habitação Popular; Cristiano Goldstein, vice-presidente Financeiro; João Claudio Robusti, representante junto à Fiesp; Miguel Sastre e José Luiz Araújo, integrantes do Núcleo de Habitação Popular do SindusCon-SP; Francisco Furtado, empresário e diretor da Menin Engenharia; e Elcio Sigolo, coordenador da área de Produção e Mercado do sindicato. Torres, por sua vez, esteve acompanhado do secretário-adjunto Marcos Rodrigues Penido.

Silvio Torres explicou que vai buscar aportes de recursos externos, além do Orçamento, para permitir a aceleração dos investimentos da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo). Ele estuda ainda a possibilidade de garantir esta alavancagem por meio de um projeto que está em desenvolvimento, o qual seria transformado em lei para se ter respaldo legal –a idéia é colocar todas as diretrizes do programa nesse projeto de lei.

Outra providência será uma parceria com a Prefeitura de São Paulo para prospectar terrenos, e ainda, um canal exclusivo com a CDHU para dar celeridade aos processos de aprovação. "A intenção é verticalizar a cidade" visando aproveitar melhor os espaços e a infraestrutura existentes, afirmou.

O Estado já havia divulgado que o total de recursos destinados à Habitação, advindos do Tesouro seria de aproximadamente R$ 1,1 bilhão em 2011, sem contar com outras fontes de recursos, como por exemplo os repasses do governo federal (PAC/FNHIS) e financiamentos juntos às instituições financeiras.

Baixa renda


Sergio Watanabe expôs sua preocupação em relação ao não atendimento às famílias com renda de 0 a 3 salários mínimos na cidade de São Paulo, devido aos limites financeiros do Programa Minha Casa, Minha Vida (PMCMV). "Estamos perdendo recursos porque não conseguimos viabilizar habitações para esta faixa de renda", argumentou. O presidente do SindusCon-SP aproveitou a ocasião para reforçar o convite oficial que o sindicato fez ao secretário para uma visita à entidade.

Torres agradeceu e reafirmou o intuito de ser um grande parceiro do governo federal no PMCMV e em outros ligados à habitação. Quanto aos atrasos de pagamento que vêm preocupando os associados, Watanabe pediu que todo o processo de investimento não seja comprometido pelo fluxo de pagamentos.

Segundo o secretário, "o Estado pretende assumir cada vez mais a figura de regulamentador do mercado e não mais a de construtor". Torres garantiu que as ações em curso não serão descontinuadas. "Não só isso. Elas serão complementadas, como acontecerá na Serra do Mar, onde todas as famílias serão retiradas das áreas de risco", disse. Outra intenção, apontou o secretário, "é desburocratizar ao máximo os processos da pasta".

Fonte: Sinduscon – SP

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