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Minha Casa só atinge um terço da meta no Grande ABC

Texto: Redação AECweb

Meta inicial era financiar até dezembro do ano passado 12 mil unidades residenciais

05 de abril de 2011 - Os números do programa Minha Casa, Minha Vida no Grande ABC estão bem abaixo da expectativa. A meta inicial da Caixa Econômica Federal para a região era financiar, desde que o programa do governo federal foi lançado, em março de 2009, até dezembro do ano passado, 12 mil unidades residenciais. No entanto, até o fim de 2010 haviam sido fechados contratos só para 4.701 unidades, pouco mais de um terço da quantidade pretendida.

Esse volume também é pequeno se comparado com o de todo o Estado de São Paulo (187.396 contratos). Representa apenas 2,5% desse total. No País, o governo federal alcançou o objetivo de financiar 1 milhão de moradias.

Para as construtoras, o custo elevado do terreno no Grande ABC dificultou a expansão do programa. "O metro quadrado é caro", assinala a diretora do SindusCon (Sindicato da Indústria da Construção Civil), Rosana Carnevalli, que tem construtora em São Caetano.

Ela cita que os valores variam muito, e que há desde terrenos a R$ 200 o m² (em Mauá, por exemplo) até R$ 3.000 o m² (em São Caetano)mas, somando as despesas de construção, infraestrutura, taxas e impostos, muitas vezes as contas não fecham para o desenvolvimento de projetos.

No entanto, a empresária avalia que a recente elevação do teto do valor do imóvel vinculado ao programa Minha Casa, de R$ 130 mil para R$ 170 mil, abrirá oportunidades de negócios.

O presidente da Acigabc (Associação das Construtoras, Incorporadoras e Administradoras de Imóveis do Grande ABC), Milton Bigucci, tem a mesma avaliação. "Ajudou bastante para que mais construtoras participem e mais pessoas possam adquirir imóveis", afirmou.

Bigucci acrescentou, porém, que ainda são necessários outros ajustes: "Falta elevar o limite máximo de renda." Isso porque, embora o salário-mínimo tenha sido reajustado para R$ 545 neste ano, ainda não houve o ajuste de valores dentro do programa habitacional - criado para famílias com rendimento de até dez salários-mínimos. Só subiu o teto para pleitear o financiamento, que atualmente é de R$ 4.900.

Ainda segundo o dirigente, há a expectativa também de que suba o teto de R$ 52 mil para imóveis destinados à faixa de renda de zero a três salários-mínimos (no caso, até R$ 1.395, pois ainda vale o mínimo de R$ 465 nas regras do Minha Casa). Para esse público, só dois empreendimentos (552 apartamentos) foram feitos para esse segmento na região.

PAC

Para o superintendente regional da Caixa no Grande ABC, Everaldo Coelho da Silva, as construtoras também poderão se beneficiar de melhorias de infraestrutura propiciadas pelo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

Silva avalia que o programa, que deve somar quase R$ 2 bilhões em investimentos públicos nos sete municípios (com o PAC 1, do governo Lula, e agora com o PAC 2), propiciarão a recuperação de áreas degradadas. Com isso, devem se abrir oportunidades para o setor da construção, segundo ele.

Fonte: Diário do Grande ABC - SP

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