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Moradia de alto padrão já ensaia volta

Texto: Redação AECweb

Segundo incorporadores, vendas de imóveis acima de 1 milhão de reais começam a voltar

06 de junho de 2009 - Imóveis acima de R$ 1 milhão venderam como nunca no auge do mercado imobiliário. Até o primeiro semestre do ano passado, as construtoras inundaram diferentes bairros das mais diversas capitais com plantas de quatro dormitórios e superiores a 250 metros quadrados. A crise atingiu em cheio esse segmento - que ficou paralisado depois de setembro.

No primeiro trimestre, praticamente não houve lançamentos de alto e altíssimo padrão. O pouco que se vendeu foi, em sua maioria, de estoques - produtos lançados em 2008. Apenas na cidade de São Paulo, segundo dados da Embraesp e Secovi, de janeiro a abril deste ano foram vendidas 1,4 mil unidades de apartamentos de quatro dormitórios, queda de quase 50% sobre as 2,7 mil comercializadas no mesmo perído de 2008. Anualizado, o número deste ano seria o mais baixo dos últimos cinco anos.

Aos poucos, no entanto, as vendas começam a voltar, segundo os incorporadores. Embora de forma mais lenta do que em imóveis de menor valor. Menos retraídas, as empresas começam a fazer lançamentos pontuais. Aliás, cada novo produto que chega ao mercado é analisado com lupa por toda a concorrência - que chega a comemorar o bom desempenho do vizinho como termômetro de reação do mercado.

A Lindenberg, que atua somente no alto padrão, já sente o mercado reagir. "Na época da crise, parou totalmente; a liquidez era o mais importante", afirma Adolpho Lindenberg Filho. A empresa fez dois lançamentos este ano. Um deles numa das áreas mais nobres de São Paulo, próximo ao Clube Pinheiros, com apartamentos que custam R$ 1,6 milhão, vendeu 19 dos 20 andares disponíveis. Na Moóca - bairro de classe média da Zona Leste - lançamento de R$ 1 milhão feito em junho, vendeu quatro de 20 apartamentos. "Apesar de o mercado estar voltando, os incorporadores estão muito mais seletivos, com uma preocupação enorme em não errar os próximos lançamentos", afirma.

A JHSF vendeu 40% da unidades e a cobertura, avaliada em R$ 10 milhões, de um lançamento na Vila Nova Conceição feito no final do ano passado. "O alto padrão começou a voltar nos últimos 60 dias", afirma Júlio Pina, vice-presidente da imobiliária Brasil Brokers.

A Eztec lançou um empreendimento no Paraíso - bairro que não tinha novos produtos há tempos - com preço médio de R$ 1,5 milhão e vendeu 85% no primeiro final de semana. Muitos lançamentos represados devem voltar no segundo semestre, avalia Pina. "O efeito psicológico do plano do governo no mercado em geral foi muito positivo."

No mercado de imóveis usados, no entanto, o alto padrão segue como o patinho feio do setor. De acordo com Ademar Larine, presidente da Credipronto - parceria entre Itaú e a Lopes - e da Pronto - braço de usados da Lopes - imóveis acima de R$ 1 milhão continuam sofrendo bastante. "Apesar da melhora das vendas em junho, esse mercado não reagiu ainda", diz Larine.

Fonte: Valor Econômico

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