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Moradores locais criticam plano urbano para bairro de Recife

Texto: Redação AECweb/e-Construmarket

Movimentos sociais das comunidades localizadas no bairro de Santo Amaro, na capital pernambucana, questionam proposta de construção de moradias populares


De acordo com o secretário de planejamento urbano de Recife serão realizadas novas audiências com maior participação da população. (crédito: crédito: Andréa Rêgo Barros/ Governo Federal)

30/08/2017 | 18:00 – Movimentos sociais dos moradores das comunidades de Santo Amaro, em Recife, criticaram, durante uma audiência pública, o Plano Urbanístico para a região. Entre os questionamentos, os grupos defendem que o território da Vila Naval – que atualmente pertencente à Marinha, mas pode ser concedido à iniciativa privada em troca da construção de novas residências – contemple também a construção de moradias populares.

O Plano Específico Santo Amaro Norte foi anunciado pela prefeitura no início do mês de agosto e prevê um Plano Urbanístico que contempla também a Zona Especial de Interesse Social (Zeis) do local, que concentra cerca de 15,3 mil dos 16,5 mil habitantes do bairro. A prefeitura apresentou uma proposta com 16 novas praças e a requalificação do mercado público da região. Já na área habitacional, foi prometida a construção de 1.000 unidades habitacionais populares nas próprias comunidades com espaços para comércio.

Grupos de moradores das comunidades locais apontaram problemas no plano. Uma das lideranças presentes acredita que o terreno da Vila Naval, que é da União e deve ser negociado com a iniciativa privada, abrigue também edifícios populares.

O grupo Direitos Urbanos também comentou que o plano não tem detalhamento especificando onde a população será alocada, nem os valores dos residenciais. Para que essas questões fossem acordadas, o coletivo solicitou novas audiências públicas para definir as questões em aberto e para apresentar uma contraposta ao Ministério Público de Pernambuco.

O secretário de Planejamento Urbano do Recife, Antônio Alexandre, disse que serão marcadas novas audiências públicas para ampliar o debate sobre o plano com a sociedade, além de reuniões específicas com as comunidades para construir um plano para as Zonas de Interesse Social. As datas não foram definidas.

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