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Negócios gerados pela Copa vão beneficiar empresas de turismo e construção

Texto: Redação AECweb

Pequenas e médias empresas devem movimentar R$ 30 bilhões na Copa


30 de março de 2011 - Um estudo realizado pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) em parceria com o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) aponta a existência de 448 atividades, em quatro setores da economia, que podem ser explorados por pequenas e microempresas até a Copa de 2014 - durante e depois do evento. O Rio de Janeiro, em especial, pode se beneficiar nos setores ligados ao turismo, construção civil e telecomunicações, afirma Luiz Barreto, presidente nacional do Sebrae.

Os números fazem parte de uma pesquisa divulgada na última terça-feira (29), no Rio de Janeiro, e feita para identificar oportunidades de negócio nas 12 cidades-sede da Copa. “Ao longo dos próximos anos, a gente vai ver um efeito positivo nos pequenos negócios. As microempresas não só vão aproveitar a chance para melhorar sua capacidade técnica como também se organizarão para se beneficiar do legado que as obras de infraestrutura vão proporcionar em todos os segmentos da economia, com destaque para turismo, tecnologia da informação, construção civil e telecomunicações”.

Segundo Barreto, a capital fluminense vai ver um crescimento expressivo no setor turístico, por razões naturais, e também por conta do calendário da cidade, já que em 2011 vai receber os Jogos Militares, em 2012 a conferência Rio + 20, em 2013 a Copa das Confederações, em 2014 a Copa do Mundo, em 2015 a comemoração dos 450 anos da fundação da cidade e a realização da Copa América no Brasil e, por fim, em 2016 a Olimpíada. “O legado, do ponto de vista da pequena empresa, começa desde já, não podemos esperar até 2014 se os pequenos negócios podem usufruir desde já, com atividades complementares às grandes construções. Há oportunidades em todos os segmentos e os microempresários têm que aproveitar esse momento. A fase que estamos vivendo aqui tem intervenção governamental, por meio das obras da Transcarioca, do T5 (ligação entre o aeroporto Tom Jobim “Galeão” para a Barra da Tijuca, a extensão do metrô, as obras de mobilidade, a reforma do Maracanã, os hotéis que estão sendo reformados e ampliados, além da intervenção da zona portuária que já gera um conjunto de oportunidades para as microempresas”.

Segundo o mapeamento, há 98 atividades ligadas ao turismo que podem crescer substancialmente e que vão potencializar o fluxo turístico no Brasil. Só no ano da Copa, o país espera receber quase 8 milhões de visitantes, dos quais 600 mil apenas no Mundial. O número de brasileiros que vai viajar internamente durante o evento vai chegar a 3 milhões.

Se levados em consideração a produção associada ao turismo, os eventos esportivos - e em especial a Copa do Mundo – podem beneficiar 117 atividades, entre elas as ligadas à economia criativa, gastronomia e a atividades artísticas, com destaque para agenciamento de viagens, serviços alimentícios, alojamentos, atrações noturnas, esportivas e transportes.

Construção civil

O setor que aparece com mais atividades promissoras é o da construção civil, com 128 atividades podendo se beneficiar dos negócios gerados para à Copa do Mundo, principalmente no período pré-eventos esportivos. O Rio de Janeiro também vai se beneficiar dessa fase, já que dezenas de obras serão realizadas para adequar a cidade não apenas para a Copa do Mundo mas também para aos Jogos Olímpicos.

O setor absorverá cerca de R$ 22,8 bilhões dos R$ 33 bilhões a serem investidos pelo poder público e iniciativa privada em infraestrutura, turismo e consumo, segundo dados do Ministério do Esporte.

O mapeamento também identificou os setores em que atualmente as pequenas empresas têm maior atuação, dando escala entre zero e um. Nesse sentido, destacam-se o comércio varejista de vidros (0,96), comércio atacadista de madeira e produtos derivados (0,88) e fabricação de estruturas de madeira e de artigos de carpintaria para construção (0.79).

Segundo o Sebrae, essas demandas podem surgir do poder público, em obras como estruturação de estádios e centros de mídia. Também tendem a vir da iniciativa privada, pelas necessidades das empresas e consumidores finais por soluções de tecnologia da informação, como transmissão de dados e desenvolvimento de softwares e serviços.

De acordo com o levantamento, 99% das empresas brasileiras são pequenas ou micro. Para divulgar o estudo a esse público, o Sebrae irá investir R$ 80 milhões para promover seminários, encontros empresariais e cursos de capacitação nas 12 cidades-sede da Copa de 2014 nos próximos três anos. O Rio será a primeira cidade a receber essas atividades, em maio.

Para potencializar todas as oportunidades, as pequenas empresas precisam investir em conhecimento específico e atender a requisitos eliminatórios e classificatórios apontados pelo mapeamento. Os requisitos eliminatórios são aqueles, geralmente, de caráter obrigatório, como certidões negativas de débitos tributários federais, estaduais e municipais, CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica), inscrição municipal e alvará de funcionamento.

Fonte: R7

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