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No Feirão de BH, casa própria agora só na fila de espera

Texto: Redação AECweb

Construtoras zeraram estoques de imóveis oferecidos no Feirão

18 de maio de 2009 - Estoques zerados. Esse foi o resultado do 5º Feirão Caixa da Casa Própria em Belo Horizonte para várias construtoras que tinham em seus catálogos apartamentos de até R$ 100 mil.

Ontem, no fim do evento no Expominas, muitos interessados na compra da casa própria não tinham mais o que escolher. Ou preenchiam cadastros de intenção, para serem procurados pela equipe de vendas no momento em que forem feitos lançamentos com o padrão que o cliente busca, ou entravam em uma espécie de fila.

Em alguns casos havia até três pessoas cadastradas com interesse em um mesmo apartamento. Apenas se o primeiro da fila desistir é que os outros vão ser convidados a visitar o estande de vendas da empresa para tentar fechar o negócio.

A expectativa do gerente regional da Caixa, Marcelo Luís Baião Salgado, é de que o feirão ainda movimente o mercado pelos próximos dois meses. Em três dias, 55.239 pessoas visitaram o pavilhão preparado com estandes de 42 construtoras, 30 imobiliárias e postos de atendimentos da Caixa no Expominas.

Foram 1.012 contratos fechados, que movimentaram R$ 70,3 milhões. Somando com os negócios encaminhados, o resultado do feirão deve alcançar uma movimentação financeira de R$ 408,2 milhões, com a venda de 5.398 imóveis. No ano passado, foram 5.318 contratos fechados, o que representou um total de R$ 330 milhões. A alta no valor dos negócios, apesar da crise financeira mundial, vai ficar em cerca de 23,6%.

O programa Minha casa, minha vida, lançado pelo governo no mês passado, também levou ao aumento no número de interessados na aquisição do imóvel que foram conferir as condições de financiamentos durante o feirão de BH. Houve acréscimo de 10 mil visitantes, na comparação com o registrado em 2008.

Em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, também com edição do feirão, o público chegou a 23.102 pessoas, os negócios encaminhados somaram 1.240 e a movimentação deve alcançar R$ 135,9 milhões.

"O feirão surpreendeu", afirma o coordenador de Vendas Regionais da MRV, Noé Amaral de Oliveira. Ele conta que na sexta-feira, primeiro dia do evento, tinha 600 unidades em oferta para o público que visitasse o estande. Esse volume esgotou e foram providenciadas mais 100 imóveis adicionais para oferecer aos clientes. E elas também foram negociadas. "Já vamos trabalhar com novos lançamentos durante a semana e atender todos os que preencheram um cadastro e ficaram em fila de reserva", adianta.

Um dos empreendimentos da construtora que fez maior sucesso foi o do Bairro Camargos, com apartamentos no preço médio de R$ 88 mil. Projetos em outras cidades da Região Metropolitana de BH também tiveram muita procura.

O motorista Mateus Nunes da Silveira, de 26 anos, saiu com o sonho realizado. Ele comprou um apartamento de R$ 62.542 da MRV no Bairro Sapucaias, em Contagem, na Grande BH. O prédio está em construção e a entrega, marcada para 2011.

Ele vai pagar prestação inicial de R$ 212, que deve passar para R$ 292 quando receber as chaves. "Acho que vai ser um bom investimento", afirma. A assistente comercial Marília de Souza Melo, com quem namora há dois anos, deu força para ele fechar o negócio. Mas ainda não têm planos para o casamento.

No estande da Asa Incorporadora, o movimento também foi intenso durante os três dias do feirão. Quatro dos empreendimentos ofertados pela empresa, nos bairros Santa Mônica, Carlos Prates, Betânia e Pampulha, foram 100% vendidos.

Segundo a gerente regional de Vendas da empresa, Mariana Esteves de Oliveira, os apartamentos mais procurados foram os que custam cerca de R$ 80 mil. "Tudo o que tínhamos saiu.

Tivemos de parar de cadastrar propostas para fazer apenas pré-atendimentos para empreendimentos que vamos lançar nos próximos dias, como um que temos em Vespasiano", conta. "O resultado foi excepcional", reforça. Ela acredita que até o fim do mês as vendas estarão aquecidas por causa dos contatos feitos no evento.

A técnica em enfermagem Joseli Lúcia Vilar, de 42 anos, e seu marido, o segurança Cilano Santos Cavalcanti, de 47, chegaram no Expominas quase no fim do feirão. Fizeram a simulação e devem continuar a procura por um apartamento de três quartos, de até R$ 80 mil, na região de Venda Nova.

"A ideia é sair do aluguel", diz Cilano. O gasto da família com a locação de um imóvel de dois quartos no Floramar fica em R$ 550. O diretor-comercial da Construtora Dez, Luís Gustavo Fonseca, fez um cadastro com cerca de 200 clientes potenciais para os empreendimentos que vão lançar até agosto. Seu estoque também chegou ao fim. "Se tivesse mais 100 unidades, estariam todas vendidas", aposta.

Fonte: Estado de Minas – MG
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