No Piauí, construção civil perde liderança na geração de empregos

Texto: Redação AECweb

Setor da construção civil foi para a quarta posição, de acordo com dados divulgados pelo Ministério do Trabalho

17 de setembro de 2010 - Pela primeira vez desde o início do ano, o setor de construção civil perdeu a primeira colocação em geração de empregos no Piauí e foi para quarta posição, atrás do comércio, serviços e até da indústria. Os dados, referentes ao mês de agosto, foram divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho, com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Segundo o Caged, o comércio liderou a geração de empregos no Piauí no mês passado, com 828 novas vagas, seguido pelo setor de serviços, com 823 oportunidades de trabalho, e pela indústria de transformação, com 367 vagas. Em quarto lugar, a construção civil, com 291 empregos. No total, foram criados no estado em agosto 2.318 empregos, alta de 1% em relação a julho.

De janeiro a julho, o setor de construção civil vinha liderando com folga a geração de empregos no estado. Em janeiro, por exemplo, das 1.177 vagas preenchidas pelo mercado, 1.000, ou 85% do total, foram para o setor. Já no mês passado, a construção civil empregou apenas 12,5%. O comércio gerou 36%, os serviços, 35% e a indústria, 16%.

A redução drástica da geração de empregos no setor de construção civil pode ser atribuída ao período eleitoral, na opinião do economista Francisco Sousa. "A lei proíbe que novas obras sejam iniciadas e por isso apenas as construções que já estavam em andamento continuam, além do trabalho da iniciativa privada", afirma.

Sousa também ressalta que os construtores têm reclamado da falta de mão-de-obra qualificada para trabalhar, devido ao aumento grande nos últimos meses por conta de obras em todo o estado. "Isso de certa forma contribuiu, mas não quer dizer que o setor desacelerou, mas sim estabilizou", comenta.

Francisco Sousa explica ainda que a economia do Piauí vai bem e a perspectiva é boa até o final do ano. O nível de crescimento, de 1%, ficou acima da média do país, de 0,86% e, no ano, o estado foi o terceiro que mais subiu a geração de empregos entre as 27 unidades de federação do País. Foi 7,92% de crescimento, atrás de Rondônia, com 10,52%, e Goiás, com 9,08%.

Entre os municípios com mais de 30 mil habitantes, Teresina gerou 1.292 vagas no mês de agosto, seguida de Floriano (160) e Picos (117). Houve desemprego no município de União (saldo negativo de 59 vagas) e Altos (-32 vagas). Mas durante o ano, União foi a segunda cidade que mais gerou empregos: 1.077.

Fonte: O Dia - PI