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Nordeste atrai mais imóveis de alto luxo

Texto: Redação AECweb

Imóveis são o novo foco de empreendimentos que envolvem hoje os projetos de algumas das maiores construtoras do País

22 de junho de 2011 - Casas de até 1,2 mil metros quadrados - espaço suficiente para a construção de 25 unidades habitacionais do programa "Minha Casa, Minha Vida" - , recheadas de tecnologia high-tech e vistas como verdadeiros oásis, os imóveis de luxo têm invadido o norte e nordeste do País, ao custo de até R$ 15 milhões. Localizados ou não próximo de praias paradisíacas e de centros urbanos, estes imóveis são o novo foco de empreendimentos que envolvem hoje os projetos de algumas das maiores construtoras do País, como Queiroz Galvão e Odebrecht.

As empresas veem exemplos de cidades em ascensão e que têm recebido condomínios cinco-estrelas, como Porto Velho (RO), Recife (PE) e Fortaleza (CE), áreas que fazem parte de algumas das regiões que mais crescem no Brasil, e querem abocanhar uma fatia dos US$ 5 bilhões gerados no País em 2010, só na construção de luxo. "O primeiro ponto para a construção e aceitação de um imóvel premium, ou de luxo, é a localização: o terreno escolhido diz tudo", diz Tony Vasconcelos, da Moura Dubeux Engenharia, que destaca imóveis como as Torres Gêmeas, no Cais de Santa Rita, e o Brennand Plaza, na Av. Boa Viagem, no Recife, com unidades de até R$ 3,8 milhões.

Para Álvaro Ferreira da Costa, sócio da construtora Rio Ave, a elite quer inovação e tecnologia. "Nada do que é considerado padrão vale", diz. Ele ressalta os edifícios 5ª Avenida e Madison, em Boa Viagem, que custam até R$ 2,5 milhões. Carol Boxwel, da Queiroz Galvão, concorda: "Nossos apartamentos de luxo têm quartos de 50 m², dois closets e dois banheiros, piscinas semiolímpicas aquecidas, torneiras de água quente, e até lagoa com carpas no hall". Luxo que sai por "meros" R$ 10 mil por m².

Já Luiz Henrique Valverde, diretor de Incorporação da Odebrecht, explica que é preciso ficar atento. "[Os clientes] não toleram mais a poluição e o trânsito das metrópoles. Preferem morar em locais que tenham estrutura de lazer." Para ele, isso explica o sucesso de vendas das unidades do Morada da Península, condomínio da empreiteira dentro da Reserva do Paiva, no Cabo de Santo Agostinho (PE), cujos imóveis chegam a R$ 6 milhões.

Para Luiz Henrique Lessa, presidente Executivo da Adit Brasil, entidade especializada em consultoria imobiliária, o mercado do nordeste ainda tem muito potencial. "O nordeste vive um período de ouro", crê.

Fonte: DCI


 

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