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Norma de desempenho na construção representou inovação no setor

Texto: Redação AECweb

NBR 15.575 da ABNT introduziu o conceito de que uma edificação precisa ter determinados parâmetros

23 de julho de 2010 - Em vigor desde 12 de maio, a Norma de Desempenho para as futuras edificações com até cinco pavimentos representou a maior inovação dos últimos tempos na construção civil brasileira. A NBR 15.575 da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) introduziu o conceito de que uma edificação precisará ter determinados parâmetros de desempenho ao longo de sua vida útil, para proporcionar segurança, durabilidade, qualidade, conforto térmico e acústico aos seus ocupantes.

Estas e outras inovações da norma proporcionarão novos parâmetros de qualidade à cadeia produtiva da construção, e beneficiarão a população que usufruirá das futuras edificações brasileiras.

Como toda inovação está sujeita a aperfeiçoamentos, esta não foge à regra. Nos últimos meses, construtoras, incorporadoras, projetistas, fabricantes de materiais e institutos tecnológicos têm realizado estudos para verificar a viabilidade de se atender aos novos requisitos da norma.

Os resultados foram apresentados na semana passada no SindusCon-SP, em seminário conjunto da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) com a Gerência Nacional de Normas e Padrões da Caixa, e a participação dos Ministérios das Cidades e Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Durante todo o dia, representantes das entidades de construção, insumos, projetos, laboratórios e do governo apresentaram suas conclusões, chegando-se a dois importantes consensos:

1) A Norma de Desempenho é inovadora e indutora do desenvolvimento da construção. O atendimento à grande maioria de suas exigências é perfeitamente factível, sobretudo para aqueles que cumprem as normas técnicas vigentes.

2) Alguns dos seus requisitos precisam ser revistos e aperfeiçoados, a fim de que toda a cadeia produtiva efetivamente dê um salto de qualidade. Para tanto, formou-se um grupo de trabalho e se solicitará à ABNT que reabra a Comissão de Estudos da NBR. Como será necessário tempo hábil para concluir os estudos, discutir, consensar e introduzir as mudanças no texto, a cadeia produtiva propõe o adiamento do prazo para a aplicação da norma aos novos projetos, que seria no próximo dia 12 de novembro.

O episódio demonstrou que, quando a cadeia da produção decide se unir e se articular com o governo e outros agentes relevantes para seu trabalho, os resultados são extremamente produtivos.

Ficou patente a necessidade de se modernizar a estrutura de produção e geração de normas técnicas. Estas precisam ser pensadas para induzir a inovação e vir acompanhadas de ações que viabilizem esta inovação. Devem ser acessíveis, inclusive financeiramente, para que as empresas de todos os portes possam efetivamente proporcionar aos consumidores mais segurança e qualidade, sem impactar desnecessariamente o custo dos produtos e serviços.

Fonte: Folha de São Paulo

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