Nova carteira de imóveis vai explorar centros de conveniência

Texto: Redação AECweb

Fundo imobiliário da Credit Suisse Hedging-Griffo (CSHG) deve levantar R$ 100 milhões e será realizado em duas emissões

10 de março de 2010 - A Credit Suisse Hedging-Griffo (CSHG) está distribuindo mais um fundo imobiliário na praça. Criado para explorar o nicho dos centros comerciais e de varejo, o REP 1 CCS recebeu o registro da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) ontem.

A oferta pública, que deve levantar R$ 100 milhões, será realizada em duas emissões, uma de R$ 10 milhões e a outra dos R$ 90 milhões restantes. O valor unitário da cota foi fixado em R$ 1 mil, mas a aplicação mínima será de 100 cotas, o que equivale a R$ 100 mil.

Os recursos, segundo o prospecto, serão usados para exploração de empreendimentos conhecidos como centros de conveniências e serviços (CCS), prontos ou por meio da compra de terrenos para construção e posterior locação.

Com origem no formato americano dos "strip malls", os CCS reúnem em um mesmo empreendimento atividades comerciais complementares, tais como farmácia, alimentação, lavanderia etc, e com estacionamento no local.
O fundo poderá investir ainda em ações ou cotas de sociedades que explorem a mesma atividade, cotas de fundos de participação (FIP) ou de outras carteiras imobiliárias. Segundo a política de investimentos, cada empreendimento não poderá exceder a fatia de 25% do patrimônio líquido.

Para a identificação das oportunidades, foi contratada a REP - Real Estate Partners Desenvolvimento Imobiliário S.A., empresa especializada na estruturação e administração de centros comerciais de pequeno e médio porte.

A REP tem como principais acionistas a PDG Realty e a LDI, empresa essa que tem ainda em seu portfólio as marcas Cipasa, Mais, Lindencorp e Lindenberg. A REP é também parceira da Kimco Realty Corporation, empresa americana do segmento de pequenos e médios shopping centers e centros de conveniência.

O fundo terá um comitê de investimentos composto por até três membros, dois eleitos pela administradora, a CSHG, e um pelo consultor de investimentos, a REP. As cotas serão negociadas exclusivamente no mercado secundário da bolsa.

Fonte: Valor Econômico