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Novo índice de registros imobiliários será termômetro para mercado

Texto: Redação AECweb/e-Construmarket

Primeiros resultados revelam comportamento dos mercados de São Paulo e Rio de Janeiro entre 2012 e 2018. Nos próximos meses, divulgação será mensal e terá abrangência ampliada


Primeiros dados divulgados da pesquisa são referentes aos municípios de São Paulo e Rio de Janeiro e abrangem informações das transferências imobiliárias dos últimos sete anos (Créditos: Spectral-Design/ Shutterstock)

25/02/2019 | 15:49 - O Ministério da Economia anunciou os primeiros resultados do Índice do Registro de Imóveis do Brasil. Elaborado pela Associação de Registradores Imobiliários de São Paulo (ARISP) e a Associação de Registradores Imobiliários do Rio de Janeiro (ARIRJ), com consultoria técnica e metodológica da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), o indicador, segundo o Governo Federal, deverá servir como termômetro para o mercado imobiliário, afetando a qualificação de políticas públicas e possibilitando melhores decisões da iniciativa privada sobre o setor. A divulgação deverá ser feita mensalmente.

Além disso, a iniciativa visa auxiliar para que o País suba no ranking do Doing Business, que avalia os ambientes de negócios em 190 países. Atualmente, o Brasil está na 109ª posição do ranking. A meta do Governo é chegar na 50ª posição ao final de 2022.

Os primeiros dados divulgados da pesquisa são referentes aos municípios de São Paulo e Rio de Janeiro e abrangem informações das transferências imobiliárias, quantidade, natureza e tipo de imóvel entre 2012 e 2018.

De acordo com o Ministério da Economia, nos próximos meses, o índice anunciará dados sobre financiamentos imobiliários, e deverá ganhar maior abrangência, incluindo todo o estado de São Paulo e Rio de Janeiro, além dos Estados do Paraná, Santa Catarina, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Ceará, Pernambuco e Pará.

Resultados

Conforme o indicador, a capital paulista teve 159.242 transações imobiliárias registradas no ano passado, das quais 100.025 transações foram classificadas como compra e venda de imóveis – que incluem registros de compra e venda, cessão de direitos, permuta e arrematação em hasta pública. O resultado corresponde a um crescimento de 13,1% na comparação com 2017.

Entre 2012 (início da série histórica) e 2016, o total anual de transferências registradas caiu de 204,2 mil para 128,5 mil, em São Paulo (SP), queda de 37%. Em contrapartida, entre 2016 e 2018, os registros anuais apresentaram alta de 23,9%. Na análise dos termos de participação, o ano passado teve uma proporção de operações de compra e venda de imóveis no total de registros de transferências de 62,8%, na capital paulista, resultado praticamente estável em relação ao ano anterior (62,5%).

Com relação aos dados apurados na Cidade do Rio de Janeiro, no ano passado, 66.273 transferências de imóveis foram registradas na região, sendo 43.004 definidas como compra e venda de imóveis. Os números representam queda de 4,6% face a 2017.

Assim como em São Paulo, na capital fluminense, entre 2012 e 2016, foi registrada queda no total anual de transferências. Desta vez o recuo foi de 26,9%, caindo de 80,9 mil para 59,1 mil transferências. Já os dados de 2016 e 2018 indicaram alta de 12,1% na quantidade anual de registros.

Em termos de participação, em 2018, a proporção de operações de aquisição e venda de imóveis no total de registros de transferências foi de 64,9%, no município do Rio de Janeiro, retração de 3,7 pontos percentuais frente à 2017 (68,6%).

Para ler o Índice do Registro de Imóveis do Brasil na íntegra, acesse o site da Fipe.

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