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Novos títulos dão fôlego ao crédito habitacional

Texto: Redação AECweb

Caixa Econômica Federal é a instituição mais ativa na captação de recursos com esses novos instrumentos

16 de maio de 2012 - Papéis de renda fixa que oferecem isenção de Imposto de Renda, como as Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), tornam-se cada vez mais atraentes para os bancos lastrearem seus empréstimos habitacionais. Como a concessão de financiamento tem crescido muito acima da captação das cadernetas de poupança, fonte do crédito para o setor, encontrar alternativas mais baratas de funding passou a ser uma tarefa inadiável.

O estoque de letras cresceu 52,3% nos últimos 12 meses encerrados em abril, atingindo R$ 53,679 bilhões. A captação avançou 42,65%, somando R$ 25,268 bilhões.

O rendimento das LCIs varia de 85% a 95% do CDI, dependendo do prazo e valor da aplicação, mas com o benefício fiscal o retorno acaba sendo superior ao do CDB, que paga Imposto de Renda de 15% a 22,5% sobre os ganhos. Assim como os CDBs, as letras também têm a garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Além disso, são isentas do recolhimento de compulsório e estão livres do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

A Caixa Econômica Federal é a instituição mais ativa na captação de recursos com esses novos instrumentos e sua carteira de letras já soma R$ 20 bilhões, com crescimento de 58,2% do estoque nos últimos 12 meses encerrados em março. A carteira de crédito imobiliário do banco atingiu R$ 164,6 bilhões em março, sendo R$ 85 bilhões com recursos da poupança. O prazo médio das emissões tem sido de 15 a 18 meses, com aplicação mínima de R$ 50 mil. "Estudamos reduzir esse valor para oferecer esses papéis aos clientes de varejo", diz Márcio Percival Alves Pinto, vice-presidente de finanças da Caixa.

No Itaú Unibanco, o estoque das LCIs já rivaliza com o das Letras Financeiras, com R$ 16,7 bilhões. O Santander já oferece LCIs para o segmento de varejo, com aplicação mínima a partir de R$ 30 mil. "É um funding considerado estável, com maior pulverização na base de clientes", diz José Roberto Machado, diretor-executivo de negócios imobiliários do Santander. O volume de letras imobiliárias emitidas pelo banco aumentou 12% no ano passado em relação a 2010 e atingiu saldo de R$ 8,6 bilhões.

Fonte: Valor Econômico


 

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