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Obra do novo Maracanã cria padrão no Rio

Texto: Redação AECweb/e-Construmarket

Obras pelas quais passou foram além de um simples projeto de restauro

02 de maio de 2013 - Inaugurado para a Copa do Mundo de 1950, o Maracanã tornou-se àquele tempo não só o maior estádio do mundo. Sua imponência também deu dimensão ao unanimemente apontado como melhor futebol do planeta - justo reconhecimento para o país que, nos anos e décadas seguintes, asseguraria o primado da arte sobre a força nos campos, com a conquista de cinco títulos mundiais. E, adicionalmente, o abastecimento do mercado com uma quase infindável produção de craques que brilham em clubes brasileiros e estrangeiros.

Mas o velho Macaranã, tendo cumprido com majestática presença o papel de templo maior do futebol ,de uma época em que era quase incontestável a predominância da seleção brasileira sobre as demais, desgastou-se fisicamente, um processo natural. E agora, revigorado pela mais profunda reforma de sua sexagenária história, o estádio recupera o viço.

As obras pelas quais passou foram além de um simples projeto de restauro. Deram-lhe uma cara nova, uma aparência rejuvenescida e, sobretudo, uma plataforma mais moderna. O Maracanã reinventa-se, enfim, como um estádio compatível com um evento, como a Copa do Mundo, que implica grandes desafios para o país-sede - sobretudo, uma arena à altura de uma cidade, como o Rio, que se adapta a novos tempos.

No entanto, mudanças físicas, por si, não enterram velhos problemas. Ao ser entregue ao público para um período de testes, o novo Maracanã deu abrigo a velhos vícios durante a partida que marcou sua reinauguração. Do lado de fora, um crônico problema - a presença de cambistas - que, espera-se, será enfrentado como prioridade, até em razão de compromissos dos organizadores brasileiros com a Fifa. Internamente, a desorganização foi responsável por reviver momentos que deveriam ficar no passado, como a aglomeração, em volta do campo, de pessoas que não tinham qualquer ligação com o espetáculo e que prejudicavam a visão da torcida, um pecado pelo protocolo da federação internacional.

Esses contenciosos estão no terreno dos ajustes - e não é outro o propósito dos jogos que servem de teste antes de o estádio ser submetido aos desafios das competições oficiais. Mas é crucial que eles sejam enfrentados, para evitar que o moderno Maracanã venha a se assemelhar a um complexo ligado a um hardware de última geração, mas com um software ultrapassado. Uma combinação que seria desastrosa.

Pelos investimentos feitos no estádio, é certo que problemas menores serão contornados. O fato é que, modernizado e rejuvenescido, o Maracanã cria um padrão de qualidade para obras de uma cidade que pretende entrar, para ficar, na agenda internacional de grandes eventos. E, quem sabe, para marcar uma correção de rumo do futebol brasileiro, hoje marcado por grandes demandas organizacionais, que se refletem na qualidade do esporte aqui praticado e o fazem despencar no ranking internacional.

Fonte: O Globo

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