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Obras estimulam novas franquias

Texto: Redação AECweb

Lojas de tintas, vidros e acabamentos fazem parte desse mercado

31 de janeiro de 2012 - As franquias podem ser um bom investimento para interessados em atuar na área de construção civil. Há contratos para novos franqueados a partir de R$ 20 mil. Segundo Marcus Rizzo, sócio da consultoria Rizzo Franchise, especializada na estruturação de redes, a previsão para 2012 é que o número de franqueadores do setor cresça das atuais 25 para 29 marcas.

"O número de lojas deve aumentar 23,5% no ano, com mais de 200 novas unidades", afirma Rizzo. Redes como Casa do Construtor, Dicico, Doutor Faz Tudo e Super Marido pretendem abrir 240 pontos até dezembro.

O faturamento anual do setor, que gera 6,3 mil empregos diretos, é de R$ 1,3 bilhão. Mais de 20% das redes instaladas ou a maioria das lojas estão no Estado de São Paulo. Essas franquias reúnem negócios de venda de equipamentos, ferramentas, madeiras, portas e ferragens, manutenção e reparos, além de material de construção, pisos e revestimentos, serviços, construção e instalação. Lojas de tintas, vidros e acabamentos também fazem parte desse mercado.

"Sempre gostei de manutenção predial e nas pesquisas que fiz para abrir um novo negócio, percebi a necessidade de mais profissionais no setor", conta Joaquim de Figueiredo Simões, proprietário de uma loja Doutor Faz Tudo. "Residências, condomínios e empresas sempre precisam consertar alguma coisa."

A unidade, aberta no final de 2011, tem três funcionários e a estimativa é faturar R$ 40 mil por mês em 2012. "Investi R$ 25 mil para abrir a empresa." Antes de assinar o contrato, Simões checou a aceitação da marca no mercado. "Visitei o franqueador e conversei com outros franqueados", lembra.

De acordo com Marco Imperador, sócio-diretor do grupo Zaiom, que administra a rede Doutor Faz Tudo, o franqueamento da marca, criada em Campinas (SP), começou em 2009. Hoje, são 149 unidades em todos os Estados. Em 2011, foram abertas 42 lojas e a previsão é ter mais 80 novas unidades até o final de 2012. O investimento para novos franqueados vai de R$ 20 mil a R$ 35 mil.

"O aumento significativo de pessoas na classe C impulsionou o mercado", avalia. "As faixas A e B, acostumadas a sempre ter um prestador de serviços informal, passaram a disputar profissionais com mais consumidores. Isso abriu o segmento para serviços com garantia e nota fiscal."

Para Altino Cristofoletti Jr., diretor da rede Casa do Construtor, de equipamentos para a construção civil, o sucesso do empreendimento pode estar ligado ao bom relacionamento que o franqueado tenha na cidade onde pretende abrir a loja. O franqueamento da marca começou em 1998, em Americana (SP). A rede conta com cem unidades franqueadas e dez lojas próprias em 20 Estados. "Abrimos 30 pontos em 2011 e a meta de expansão para 2012 é ter 50 novas lojas", afirma Cristofoletti.

Para abrir uma Casa do Construtor é necessário um aporte a partir de R$ 500 mil. A maior parte do investimento é destinada à compra de equipamentos. O prazo de retorno vai de 24 a 30 meses. Com duas lojas Casa do Construtor em Jundiaí e Itatiba (SP), o franqueado Danilo DAngelo, atua no setor desde 2006. Começou a ter retorno financeiro seis meses depois do início da operação.

No ano passado, faturou cerca de R$ 2 milhões e a previsão para 2012 é apurar R$ 500 mil a mais. "Fiquei inseguro por não ter experiência em administrar uma empresa, mas a estrutura de apoio da rede me encorajou."

Na rede Dicico, de varejo de material para construção, o franqueamento começou no ano passado, quando foram abertas duas lojas. Segundo o diretor Cláudio Fortuna, o plano é ter dez lojas franqueadas em 2012. "Nosso sistema é de conversão de empresas", explica. "Queremos varejistas de construção já existentes, com clientela e ponto formados", explica.

De acordo com Eugênio Prado, diretor comercial da marca Super Marido, de manutenção predial, a ideia é ter 100 novas unidades em 2012. A empresa, nascida em São Carlos (SP), existe há cinco anos e iniciou o franqueamento no ano passado. "Já abrimos 17 unidades em Minas Gerais, São Paulo, Pará e Paraná, além de Sergipe, Santa Catarina e no Distrito Federal."

Fonte: Valor Econômico

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