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Operação em Cuiabá investiga fraude na construção de casas populares

Texto: Redação AECweb/e-Construmarket

Polícia deve cumprir ainda buscas na casa de João Emanuel Moreira Lima

17 de dezembro de 2015 - A Polícia Civil deflagrou operação nesta quinta-feira (17) para investigar supostas irregularidades cometidas na Agência Municipal de Habitação Popular de Cuiabá, na construção de 145 casas populares de madeira. Chamada de João de Barro, a operação é da Delegacia Fazendária e deverá cumprir mandados de busca e apreensão tanto na agência de Habitação quanto na casa do ex-titular da pasta, João Emanuel Moreira Lima.

As irregularidades teriam sido cometidas quando João Emanuel comandou a agência, há aproximadamente cinco anos. O ex-secretário, por força de mandado de condução coercitiva, foi levado à Defaz para prestar depoimento na manhã desta quinta. Lázaro Roberto Moreira Lima, irmão e advogado do ex-secretário, disse que acompanha o caso e que ainda precisa se inteirar do teor da investigação.

Segundo a prefeitura de Cuiabá, os policiais apreenderam documentos na Secretaria de Habitação e o secretário titular, Paulo Borges, colocou-se à disposição para auxiliar nos trabalhos da polícia.

Investigação

No total, a operação João de Barro deverá cumprir quatro mandados de condução coercitiva e seis de busca e apreensão. Conforme a Polícia Civil, as investigações apontaram que todas as casas foram pagas, mas apenas 20 foram entregues em perfeito estado. Outras 12 foram construídas parcialmente e os moradores tiveram que fazer readequações. E, em 16 delas, foram feitos apenas o alicerce, restando 97 casas para serem erguidas e entregues.

As casas deveriam ter sido erguidas nos bairros Dr. Fábio I e II, Altos da Serra, Vila Nova do Coxipó, Jardim Umuarama I e II, e Estevão Torquato. A polícia constatou, entretanto, que só foram construídas residências nos bairros Estevão Torquato (3 unidades) e Vila Nova do Coxipó (29 casas, sendo que parte delas estava inacabada, conforme os moradores).

A fraude teria iniciado no próprio processo licitatório. A empresa de engenharia que venceu a licitação também foi alvo de busca e apreensão da Polícia Civil. A dona da companhia também é investigada e teve expedido contra si mandado de condução coercitiva. Outros investigados pela Defaz no caso são um ex-diretor técnico da Agência de Habitação e um engenheiro civil.

Mandato cassado

João Emanuel, eleito vereador por Cuiabá em 2012, foi presidente da Câmara Municipal mas teve o mandato cassado em 2014 por quebra de decoro. Ele também chegou a ser condenado por improbidade administrativa, mas a Justiça suspendeu os efeitos da condenação.

Fonte: G1
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