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Otimismo faz construção apostar em terrenos

Texto: Redação AECweb

Oferta pública é vista como estratégia da Gafisa para financiar o crescimento da companhia de forma agressiva

10 de fevereiro de 2010 - Com a expectativa de dobrar o volume de lançamentos este ano, estimado entre R$ 4 bilhões e R$ 5 bilhões, a Gafisa prevê entrar forte na briga por terrenos e tem como principal fonte a captação de R$ 900 milhões a R$ 1,1 bilhão, por meio de uma Oferta Pública de Ações (OPA), dos quais 35% serão voltados à ampliação do estoque de terras da companhia.

No último trimestre do ano passado, a companhia lançou R$ 2,301 bilhões e obteve alta de 100% nas vendas em relação ao final de 2008, que atingiram o recorde trimestral de R$ 1 bilhão.

"Em 2010, esperamos manter nossa posição de liderança, com uma meta de lançar quase 2 vezes o valor lançado em 2009, visando atender a atual e crescente demanda por imóveis em todas os segmentos de renda", disse Wilson Amaral, presidente da Gafisa.

A oferta pública é vista como estratégia para financiar o crescimento da companhia de forma agressiva, considerando a competição acirrada esperada no setor em 2010. "O montante captado na oferta será destinado ao financiamento da companhia a longo prazo e será aplicado da seguinte maneira: 35% para aquisição de terrenos, 25% para uso de capital de giro, 20% para lançamentos e 20% para fusões e aquisições", detalhou Alceu Duilio Calciolari, diretor financeiro da Gafisa. "Sem o financiamento ficaremos menos agressivos", completou ele.

Atualmente, a Gafisa possui um estoque avaliado em R$ 15,8 bilhões e segue uma política de manter um land bank (estoque de terras adquiridas) médio de 2 a 3 anos. Sem aquisições, a companhia consumiria boa parte do estoque e teria pouco mais de R$ 5 bilhões para garantir os lançamentos até 2011, o que é muito pouco para o porte da empresa. Vale lembrar que em 2009, a companhia efetuou menos lançamentos (no acumulado do ano apresentou um recuo de 45,2%), por considerar o cenário macroeconômico desfavorável à oferta de novos imóveis.

Com a aquisição de 100% das ações da Tenda, que passa a ser uma subsidiária integral da Gafisa, a companhia inicia o ano com uma estrutura de negócio simplificada e representa 42% das vendas contratadas do grupo.

"Apesar da forte demanda do segmento econômico, que é representado pela Tenda em nossa operação, também esperamos que este ano a demanda por imóveis de médio e alto padrão continue em alta", pontua o presidente. Este segmento alcançou R$ 670 milhões em vendas contratadas no último trimestre.

Em 2010, a previsão é de que a Tenda seja responsável por até 45% dos lançamentos previstos para o ano pela Gafisa. Em 2009, a construtora lançou R$ 617 milhões, 69% menos que no ano anterior e alcançou R$ 1,4 bilhão em vendas (alta de 46%).

O bom resultado decorre da estratégia adotada pelo grupo de bloquear R$ 233 milhões do estoque de lançamentos feitos pela construtora. Em 30 de dezembro de 2009, a incorporação da Tenda pela Gafisa foi aprovada, em assembleias extraordinárias das duas empresas.

"Depois de um ano conseguimos entender como operar os produtos Tenda. Alguns imóveis foram lançados por completo e a capacidade de vendas não acompanhou", comentou o diretor financeiro, referindo-se à estratégia, não realizada, de lançar um empreendimento em fases, de acordo com a velocidade de vendas. "Por isso, começamos a bloquear os lançamentos para ajustar a operação."

O executivo ressaltou que esses produtos voltarão ao mercado: não serão incorporados ao landbank, nem reapresentados como lançamentos. "Serão apresentados como desbloqueio", explicou ele. A Tenda conseguiu reverter prejuízo líquido de R$ 38,209 milhões registrado em 2008, tanto que fechou o ano passado com um lucro líquido estimado em R$ 64,450 milhões. A receita líquida operacional da companhia subiu 103,7%, alcançou R$ 988,444 milhões.

A empresa Rossi também faz coro às perspectivas do setor ao segmento econômico e à busca por terrenos. Com 104 empreendimentos em obra, sendo que 25% são do segmento econômico, 64% para médio e alto padrão e 11% comerciais, a incorporadora aposta na distribuição geográfica.

Após encerrar 2009 com atuação em 60 cidades, em 15 estados brasileiros, a empresa planeja chegar a 110 cidades até 2011, afirma Heitor Cantergiani, diretor-geral da empresa. "Em 2010, 55% dos lançamentos serão feitos no segmento econômico e 45% serão de empreendimentos convencionais (comercial, médio e alto padrão)."

Ações
Com a previsão de ter ações negociadas no Novo Mercado da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) a partir da próxima sexta-feira (12), a Agre, companhia resultante da consolidação de Agra, Abyara e Klabin Segall, anunciou o resultado operacional do ano passado, ou seja, um ano depois da entrada do investidor espanhol Enrique Bañuelos, da Veremonte Participações, no negócio. De acordo com o comunicado, a Agre registrou vendas contratadas de R$ 518 milhões no quarto trimestre, sendo R$ 204,5 milhões referentes a unidades lançadas no período e R$ 313,5 milhões à venda de unidades em estoque. Os lançamentos somaram R$ 519 milhões no trimestre. No acumulado do ano, as vendas contratadas atingiram R$ 1,590 bilhão, e os lançamentos totalizaram R$ 1,243 bilhão.

O índice de vendas sobre oferta (VSO) do trimestre foi de 22,4%, sendo 17,2% o VSO do estoque. No ano, o VSO atingiu 47,0% resultando em uma redução de 16,2% do nível de estoque da companhia observado ao final de 2008. As informações são preliminares, não auditadas e não trazem dados comparativos em relação a 2008 .

A companhia foi consolidada em fevereiro do ano passado com a compra de 62,13% do capital social da Abyara pelo investidor espanhol e a construtora Agra. As duas empresas criaram a IPU Participações fizeram um aporte de R$ 38 milhões e dividiram as ações da Abyara em 70% para a Veremonte e 30% para Agra. Com R$ 430 milhões em dívidas, a Abyara registrava, até setembro, vendas de R$ 990 milhões.

A expansão do crédito ao setor de construção e das vendas de imóveis aumentam a disputa dos grandes players, como Gafisa, Rossi e Agra, por terrenos em todas as regiões do País. Com a expectativa de dobrar o volume de lançamentos este ano, estimados entre R$ 4 bilhões e R$ 5 bilhões, a Gafisa prevê entrar forte na briga por terrenos e tem como principal fonte a captação de R$ 900 milhões a R$ 1,1 bilhão, feita por meio de uma Oferta Pública de Ações (OPA), dos quais 35% serão voltados à ampliação do estoque de terras da companhia.

Com a política de manter um banco de terrenos médio de 2 a 3 anos, a companhia pretende ampliar o volume atual de terrenos, avaliado em R$ 15,8 bilhões. "Em 2010, esperamos manter nossa posição de liderança, com uma meta de lançar quase 2 vezes o valor lançado em 2009, visando a atender a atual e crescente demanda por imóveis em todos os segmentos de renda", disse Wilson Amaral, presidente da Gafisa.

Outra otimista é a Rossi, que aposta na distribuição geográfica e planeja chegar a 110 cidades até 2011. Enquanto isso, a Agra, que espera negociar ações no Novo Mercado da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) a partir da próxima sexta-feira, totalizou R$ 1,243 bilhão em lançamentos.

Fonte: DCI - SP

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