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PAC, Copa e Olimpíadas levam tensão à indústria de cimento

Texto: Redação AECweb

Neste ano, volume de aportes no segmento foi reduzido em função dos impactos da crise financeira mundial

07 de outubro de 2009 - Se não houver investimento no aumento da produção de cimento no País, a indústria não atenderá à demanda crescente dos próximos oito anos. Grandes obras de infraestrutura previstas no Plano de Aceleração do Desenvolvimento (PAC), somadas ao projeto Minha Casa, Minha Vida e, principalmente, a construção das instalações exigidas para a realização da Copa do Mundo, em 2014, e das Olimpíadas, em 2016, consumirão uma quantidade ainda não estimada de cimento, mas que impactará a produção interna.

Segundo dados do Sindicato Nacional da Indústria de Cimento (SNIC), divulgados no início do ano, o Brasil possui capacidade instalada de 63 milhões de toneladas por ano, em 68 fábricas, pertencentes a dez grupos nacionais e estrangeiros. Em 2008, foram produzidos quase 52 milhões de toneladas. A margem de folga fica em aproximadamente 13 milhões de toneladas.

Uma obra de médio porte, como a Usina Hidroelétrica de Santo Antonio, que está sendo construída em Rondônia, consumirá cerca de 800 mil toneladas de cimento. Num raciocínio básico é possível concluir que, com a quantidade correspondente à atual margem de folga, seria possível construir cerca de 16 usinas do mesmo tamanho de Santo Antonio. Os grandes projetos até 2016, provavelmente, serão maiores do que isso.

Investimentos
Nos últimos cinco anos, a indústria do cimento manteve investimentos constantes, sendo que houve um crescimento de praticamente 50% na produção. Segundo do SNIC, a retomada do crescimento se deu, basicamente, em função do aumento do emprego e da renda real, a expansão do crédito imobiliário e as obras de infraestrutura. Este ano, no entanto, o volume de aportes foi reduzido em função dos impactos da crise financeira mundial.

Como parte de seu plano de investimentos de R$ 2 bilhões até 2011, a Votorantim Cimentos inaugurou, ontem, uma nova linha de produção em sua unidade de Aratu, na Bahia. Empresa investiu R$ 50 milhões na expansão para atender ao mercado da Grande Salvador.

Em recente entrevista, o diretor Comercial da Votorantim Cimentos, Marcelo Chamma, declarou à imprensa que "o mercado é muito dinâmico, não tem como fazer uma previsão para os próximos anos". Na época, o Ceará passou a demandar mais cimento e, se a situação se mantivesse constante, com a execução do programa Minha Casa, Minha Vida e dos projetos da Copa do Mundo de 2014, a Votorantim poderia antecipar projetos de ampliação de fábricas e até a instalação de novas unidades na região. "Se o momento for adequado e houver necessidade, a gente vai abrir novas unidades. O que tiver que ser feito, será, como forma de suprir a demanda", afirmou Chamma, na ocasião.

Para Aratu, há ainda planos para a instalação de um segundo silo e um novo moinho, conforme o crescimento do mercado.

A ampliação da produção de cimento também poderá impactar o setor energético, já que, segundo o SNIC, os níveis médios de consumo de energia térmica e elétrica giram em torne de 825 kcal por kg de clínquer e 107 kWh por tonelada de cimento, respectivamente, conforme o último levantamento oficial, realizado no ano de 2003.

De acordo com a entidade, "esses valores encontram-se abaixo daqueles apresentados pelos EUA e principais produtores da União Europeia, demonstrando a eficiência energética da indústria nacional".

As despesas com combustíveis e energia elétrica representam mais de 50% na formação do custo direto de produção em uma fábrica de cimento. Por isso, o produto final sofre forte impacto da variação dos preços. Além disso, por ser um produto transportado basicamente por modal rodoviário, também é onerado pelo frete. De acordo com a SNIC, 94% da produção de cimento é transportada pelas rodovias brasileiras. "Em média, somente para retirá-lo das fábricas, circulam diariamente em todo o Brasil mais de oito mil caminhões carregados de cimento."

A indústria de cimento terá de investir pesado nos próximos anos para atender à demanda que a grande quantidade de obras de infraestrutura -previstas para os próximos oito anos no País- solicitará.

Segundo dados do Sindicato Nacional da Indústria de Cimento (SNIC), o Brasil possui capacidade instalada de 63 milhões de toneladas por ano. Em 2008, foram produzidos quase 52 milhões de toneladas. A margem de folga fica em aproximadamente 13 milhões de toneladas.

Uma obra de médio porte, como a Usina Hidroelétrica de Santo Antônio, que está sendo construída em Rondônia, consumirá cerca de 800 mil toneladas de cimento. Com a quantidade da margem de folga seria possível construir cerca de 16 usinas do mesmo tamanho de Santo Antônio. Mas os grandes projetos até 2016 somarão mais do que isso.

Entre esses projetos estão as obras do Plano de Aceleração do Desenvolvimento (PAC), somadas ao projeto "Minha Casa, Minha Vida" e, principalmente, a construção das instalações exigidas para a realização da Copa do Mundo, em 2014, e das Olimpíadas, em 2016.

Nos últimos cinco anos, a indústria do cimento manteve investimentos constantes, tendo havido um crescimento de praticamente 50% na produção.

A líder do setor, a Votorantim Cimentos, inaugurou ontem uma nova linha de produção em sua unidade de Aratu, na Bahia, como parte de seu plano de investimentos de R$ 2 bilhões até 2011. A empresa investiu R$ 50 milhões na expansão para atender ao mercado da Grande Salvador.

Construtoras aceleram seus planos
Wilson Amaral, presidente da construtora e incorporadora Gafisa S.A., afirma que está interessado nos investimentos em transporte e em infraestrutura do Rio de Janeiro, sede dos Jogos Olímpicos de 2016, pois deverão valorizar regiões em que a empresa já atua ou nas quais possui lotes. Segundo ele, as ações da Gafisa tiveram valorização de 8% no dia em que o Rio foi anunciado pelo Comitê Olímpico como a cidade-sede dos Jogos de 2016.

Amaral está de olho nos dados da Secretaria de Obras da cidade do Rio de Janeiro: cerca de R$ 1 bilhão já está sendo investido em infraestrutura na cidade. O corredor T-5, que ligará o bairro da Penha à Barra da Tijuca, que está em fase de licitação, já captou R$ 795 milhões através do PAC.

Fonte: DCI

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