País tem 100 novos shoppings em construção

Texto: Redação AECweb

Aceleração de investimentos visa a construção de novos centros de compras até 2014, quando a Copa do Mundo será no Brasil

06 de janeiro de 2010 - Com um número recorde de shoppings em construção, no momento há 100 centros de compras sendo construídos, que devem consumir investimentos aproximados de R$ 8,9 bilhões e serem inaugurados nos próximos três anos, o setor mostra que ainda há espaço para novos empreendimentos no País.

De acordo com a Associação dos Lojistas de Shopping Center (Alshop), mais de 40 malls podem ser inaugurarem só este ano, frente a 22 empreendimentos abertos em 2009. Tudo isso por conta da força do varejo, além dos próximos anos prometerem ser excelentes para o comércio em geral, logo o setor de shopping centers não seria diferente.

O segmento começa a ver até uma aceleração de obras e investimentos por parte de administradoras e construtoras para a construção de novos centros de compras até 2014, quando a Copa do Mundo será no Brasil.

Já para a Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), em 2010, já está prevista a inauguração de no mínimo 22 novos shoppings, contando com cerca de cinco que tiveram pequenos atrasos nas obras e deveriam ter sido inaugurados em 2009. Mas em 2011, outros 18 empreendimentos devem ser abertos, sendo que para 2012, já há cinco shoppings no cronograma, números que ainda podem crescer. A previsão é que o setor cresça 12% sobre 2009, movimentando mais de R$ 83 bilhões.

Entre as empresas que tem mostrado ter boa geração de caixa e fizeram novas ofertas de ações recentemente estão a Iguatemi Empresa de Shopping Centers (Iesc), Multiplan, BrMalls e General Shopping, que tem capital aberto. Os portugueses da Sonae Sierra Brasil também disputam, assim como a Brookfield e grupos médios. Estrangeiros como os ingleses da Squarestone, que chegaram a pouco no País, também prometem injetar recursos para construir novos shoppings, assim como construtoras e empresas já ligadas ao setor, estão de olho em ter suas fatias no mercado.

Uma das que mais deve aproveitar o período para acelerar seu crescimento é a Iesc, após o fechamento do terceiro trimestre de 2009, a companhia, que tem como principal acionista a família Jereissati, afirmou que entrará em um novo patamar de crescimento, quase dobrando de tamanho até 2014. O objetivo é lançar três ou quatro novos projetos greenfield em 18 meses, com aportes de mais de R$ 400 milhões.

A meta da companhia era de chegar a um patrimônio de 400 mil metros quadrados de área bruta locável (ABL) até 2013, mas ampliou o projeto com mais 120 mil m² e acredita que chegará ao objetivo, 520 mil m². O número de shoppings no portfólio da companhia tem crescido e passou de oito, em 2006, para 11 este ano.

De acordo com Cristina Betts, CFO e diretora de Relações com Investidores da companhia, a oferta primária de ações feita no final de novembro, que captou R$ 410,4 milhões, já foi feita com o intuito de investir nos novos centros de compras. Ainda estão negociando um financiamento com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Cristina diz ter identificado um bom momento para a aceleração, já que desde o meio do ano percebe grande demanda de lojistas por espaços nos seus shopping centers.

A BrMalls também pode utilizar seus recursos para fazer novas aquisições, já que com bom desempenho em 2009, oferta de ações e medidas de redução de gastos, está com dinheiro em caixa. No primeiro semestre de 2009, por exemplo, alcançou um lucro líquido estimado em R$ 103,4 milhões, contra um prejuízo de R$ 7,554 milhões nos seis primeiros meses do ano passado.

"Não podemos comentar as negociações em andamento, mas a maior parte dos recursos levantados vai ser usadas em aquisições", disse na época o CEO da companhia, Carlos Medeiros. Segundo a Alshop, a companhia, que tem 39 shoppings, também deve investir R$ 800 milhões em novos projetos e expansões.

Segundo Luiz Fernando Pinto Veiga, presidente da Abrasce, "o mercado está tremendamente fortalecido" e as administradoras estão capitalizadas para levarem seus projetos adiante. "O consumo interno deve continuar forte e todas as empresas estão se movimentando", diz.

Tanto que outras concorrentes, como a Sonae Sierra Brasil, parceria da portuguesa Sonae Sierra e da americana Developers Diversified Realty e proprietária de 10 shoppings, também revelou recentemente ao DCI que sua estratégia de crescimento prosseguirá com os projetos greenfield e o término do Boulevard Londrina Shopping, no Paraná, Uberlândia Shopping em Minas Gerais, e um shopping em Goiânia (GO).

Enquanto isso, a inglesa Squarestone, que chegou no Brasil recentemente, já gastou parte do R$ 1 bilhão que investirá no País, com a construção do Shopping Golden Square, em São Bernardo do Campo, mas tem planos de novos empreendimentos em Carapicuíba, também na Grande São Paulo, e em Canoas, no Rio Grande do Sul, nos próximos anos, que devem consumir quase R$ 400 milhões.

De acordo com a Alshop, grupos médios e mais regionais como o Grupo Almeida Júnior, com quatro shoppings, também tem previsão de investir R$ 350 milhões na construção de três shoppings em Santa Catarina. Já o grupo sergipano João Carlos Paes Mendonça (JCPM) acabou de investir cerca de R$ 200 milhões no complexo Salvador Shopping.

Construtoras
Construtoras ligadas ao setor também querem voltar a investir mais, como é o caso da Shopinvest, do Grupo João Fortes Engenharia, que tem 28 anos de experiência em planejamento e comercialização de shoppings e pretende lançar nos próximos cinco anos seis empreendimentos que podem chegar a consumir R$ 900 milhões.

A empresa acaba de anunciar o primeiro centro de compras previsto, o Shopping Park Europeu, em Blumenau (SC), com investimentos de R$ 160 milhões. O shopping deverá ser inaugurado em 2011, e foi o primeiro grande empreendimento da Shopinvest desde sua associação com a João Fortes Engenharia, ocorrida em 2007.

Com a maior escala de consumo e o bom desempenho do varejo, os projetos de novos shopping centers, tiveram seu ritmo acelerado neste início do ano. No momento há 100 unidades novas em construção, que devem ser inaugurados nos próximos três anos. O investimento no setor é recorde: R$ 8,9 bilhões só nas obras civis.

De acordo com a Associação dos Lojistas de Shopping Centers (Alshop), somente este ano mais de 40 desses centros de compras devem ser inaugurados. Em 2009 foram abertos 22 complexos. Parte da aceleração dos investimentos em obras de implantação desses novos centros e contempla o ano de 2014, quando o Brasil abriga os jogos da Copa do Mundo nas principais capitais do País.

Para 2011, o ritmo de obras deve diminuir um pouco, quando outros 18 shoppings devem ser abertos, segundo a Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce). Já para 2012 há cinco shoppings no cronograma, número que ainda devem crescer. A previsão é que o setor tenha alta de 12% sobre 2009, movimentando mais de R$ 83 bilhões.

A meta de gigantes do setor, como a Iguatemi Empresa de Shopping Centers (IESC) é quase dobrará de tamanho até 2014. O objetivo do Iguatemi é lançar até quatro novos projetos em 18 meses, com R$ 400 milhões.

Outros grupos do setor, de capital aberto, fizeram ofertas de ações e estão capitalizadas para impulsionar sua expansão, como a BrMalls, que pode investir cerca de R$ 800 milhões em aquisições, novos projetos e expansões. Já o Sonae Sierra Brasil prosseguirá com quatro projetos em construção, enquanto a inglesa Squarestone tem planos para dois novos shoppings, no valor de quase R$ 400 milhões. Outras brigam por espaço, como a Shopinvest, do Grupo João Fortes Engenharia, que estuda lançar seis empreendimentos de cerca de R$ 900 milhões em cinco anos.

Fonte: DCI-SP