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Piscinão é construído com alta tecnologia

Texto: Redação PE

Quem transita pelas avenidas que circundam o Paço de São Bernardo do Campo, como Pereira Barreto e Lucas Nogueira Garcez, obviamente imagina que está em curso uma grande obra no que antes era a Esplanada do Paço, sobretudo por causa dos tapumes que cercam a área, da entrada e saída de caminhões e da presença de grandes guindastes.

A movimentação é referente à construção de piscinão na região central da cidade, obra importante para o combate às enchentes, mas que as pessoas praticamente não veem, até porque, máquinas, caminhões e mais de 200 homens trabalham ali em uma construção que segue no sentido inverso da maioria. Ou seja, uma obra de proporções gigantescas, só que vai para baixo.

Com praticamente cinco meses de trabalho e a necessidade de se cavar profundo para fazer o piscinão, ainda mal se vê movimentação de terra. Isso porque, os métodos adotados permitem que as escavações para construção das paredes de contenção do reservatório - estão com 30% da estrutura construída - sejam feitas sem a necessidade de remoção de grandes volumes de terra.

Ainda assim, o secretário de Serviços Urbanos, Tarcísio Secoli, revela que já foram retirados mais de 2.800 caminhões de terra, dos 45 mil previstos até a conclusão do piscinão do Paço, que vai ocupar área equivalente a dois campos de futebol, terá profundidade de um prédio de sete andares (cerca de 21 metros) e capacidade para reter 220 milhões de litros de água da chuva. “Parece pouco, mas isso representa o nivelamento do terreno para as obras e a construção de boa parte das paredes do piscinão. Até o momento, o trabalho não prejudicou o trânsito ou o viário, e isso é um cuidado que temos com nossas obras”, declarou o secretário.

Construídas por meio de painéis (chamados tecnicamente lamelas) de cinco metros de comprimento, as paredes têm profundidade média de 18 metros e 60 cm de largura. Só a escavação para confecção dos painéis exige equipamentos e técnicas muito específicas, como o clamshell - uma escavadeira vertical, guiada por guindastes, que faz a escavação - e apoio de uma lama específica para ajudar na contenção do solo, que é recuperada durante a aplicação do concreto.

Outro bom exemplo da grandiosidade da obra que não está à vista dos moradores é a quantidade de materiais utilizados até o momento para a construção das paredes: cerca de 5 mil toneladas de concreto e 250 toneladas de aço. Só para os painéis serão usadas 15,5 mil toneladas de concreto e mais de 770 toneladas de aço.

Drenar

É o maior projeto de combate às enchentes já feito em São Bernardo do Campo. Lançado em 2012, o Programa Drenar terá investimentos de cerca de R$ 600 milhões em obras de drenagem e canalização de córregos, como do Saracantan, Silvina, Ipiranga, Capuava, Ribeirão dos Meninos e Pindorama, além de reforma e ampliação do sistema de micro e macrodrenagem da Vila Vivaldi.

Fonte: Diario de S.Paulo
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