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Preço do cimento cai 11% no Mato Grosso

Texto: Redação AECweb

A explicação para a queda dos preços é a redução da demanda por cimento nesta época do ano em Cuiabá

11 de fevereiro de 2011 - Os preços do cimento continuam em queda livre na Grande Cuiabá. Depois de chegar a R$ 28/saca em junho de 2010 e atingir a maior cotação da história, o cimento teve seu preço reduzido em 11,11% esta semana, em relação aos valores praticados no início do mês. Ontem, as grandes lojas de materiais de construção vendiam o produto por até R$ 18,90, contra R$ 21 na semana passada.

A explicação para a queda dos preços é a redução da demanda por cimento nesta época do ano. Grandes construtoras teriam reduzido o ritmo de trabalho por causa das chuvas que caem intensamente sobre a região na primeira quinzena de fevereiro.

"Tivemos uma redução dos pedidos de grandes volumes junto às construtoras, mas as pequenas obras residenciais, inclusive de reforma e ampliação, continuam em ritmo acelerado", afirma o vendedor Sidney Henrique da Costa.

Na loja de materiais de construção Todimo, o cimento estava sendo comercializado ontem por R$ 18,99. "Temos estoque para entregar qualquer quantidade", disse um vendedor. Segundo ele, o problema do cimento em Cuiabá "começa geralmente a partir de abril", quando as chuvas começam a cessar e as grandes obras são retomadas em ritmo mais forte. "Temos estoque e os preços realmente estão atraentes para aqueles que querem reformar ou construir", completou.

Na Bigolim, os preços do cimento despencaram para seus níveis mais baixos dos últimos anos: R$ 18,90. "Ainda temos estoque para atender qualquer demanda, mas a população deve aproveitar o momento em que os preços estão baixos. Se a procura continuar aquecida e as construtoras intensificarem o ritmo das obras, com certeza podemos voltar a ter problemas de abastecimento e os preços ficarão mais altos", disse outro vendedor.

Segundo o presidente da Associação dos Comerciantes de Materiais de Construção de Mato Grosso (Acomac), Antônio Guerino Zonpero, o suprimento de cimento está normal em todas as lojas da Grande Cuiabá. "A indústria está atendendo com sobras a demanda e esperamos que este atendimento continue firme ao longo de todo o ano". O cimento é o principal indicador de crescimento da construção civil.

No ano passado, as lojas tiveram dificuldades para abastecer o mercado devido ao grande volume de obras na Grande Cuiabá. A fábrica de cimento da Votorantim, em Nobres, não deu conta de atender à demanda, obrigando a indústria a trazer o produto de outras regiões do país. As lojas de materiais de construção também começaram a comprar o produto diretamente das fábricas, em outros Estados. Mesmo assim, os estoques nas lojas de materiais de construção ficaram limitados e as vendas chegaram a ser racionadas em pequenas quantidades para os clientes. O reflexo direto do "desabastecimento" foi a alta nos preços, que chegaram aos patamares mais altos da década: R$ 28.

Consumo

A expectativa é de que o consumo de cimento aumente a partir do segundo trimestre do ano, após o encerramento do período das chuvas. "A conjuntura econômica continuará favorecendo os investimentos em 2011 e tudo indica que o setor da construção civil manterá seu ritmo de crescimento, podendo ter uma expansão maior que a do ano passado", prevê Zonpero.

Para este ano, a estimativa da Acomac é de que as vendas de materiais de construção tenham incremento entre 15% e 20% em relação a 2010. "O ano passado foi muito bom para a construção civil, mas 2011 sem dúvida terá uma maior demanda". Zonpero acredita que com a "aproximação da Copa 2014, o ritmo das obras tendem a ficar mais fortes na Grande Cuiabá".

Fonte: Diário de Cuiabá - MT

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