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Preço dos imóveis residenciais tem alta de 10,28% em 2020, diz Abecip

Texto: Redação AECweb/e-Construmarket

Ao longo de 2019, este percentual havia sido de 4,11% e, no ano anterior, de 0,64%. A aceleração das variações anuais foi generalizada entre as 10 capitais analisadas pelo IGMI-R

Em 2020, Curitiba, Porto Alegre, Salvador, Goiânia e Brasília apresentaram taxas de variação próximas a 10% (Créditos: Marcelo Castro Araujo/ Shutterstock)

03/02/2021 | 14:23 - O Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R), medido pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), registrou variação de 0,82% em dezembro, resultado superior ao apurado no mês anterior (0,50%). O indicador ficou em 10,28% em termos nominais no acumulado de 2020. Ao longo de 2019, este percentual havia sido de 4,11% e, no ano anterior, de 0,64%.

Segundo a Abecip, a aceleração das variações anuais foi generalizada entre as 10 capitais analisadas pelo IGMI-R, ainda que de maneira heterogênea.

Em 2020, Curitiba, Porto Alegre, Salvador, Goiânia e Brasília apresentaram taxas de variação próximas a 10%. Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Fortaleza aparecem a seguir, com taxas de variação próximas a 5%, enquanto Recife ficou atrás, com crescimento ligeiramente superior a 2%.

Apesar das elevações reais, em comparação com as do IPCA no ano, que foi de 4,52%, os preços dos imóveis ainda não recuperaram totalmente as perdas ocorridas a partir da crise de 2014.

De acordo com a Abecip, “a recomposição real dos valores dos imóveis residenciais em 2020 perdeu força a partir do segundo trimestre, na medida em que tanto a valorização nominal não manteve a trajetória de aceleração verificada na virada do ano, quanto um conjunto de choques de oferta resultou na elevação dos índices de preços ao consumidor no período”.

Na análise da entidade, a ligeira desaceleração dos resultados acumulados em 12 meses do IGMI-R nos dois últimos meses de 2020 está em linha com o recrudescimento da pandemia e as incertezas em relação à retomada econômica. Sendo assim, o desempenho do setor de construção civil e dos preços dos imóveis tem condicionado, no início de 2021, ao processo de imunização da população.

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