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Prefeitura do Rio obtém convênio de R$ 530 milhões para obras em favelas

Texto: Redação AECweb

Programa "Morar Carioca" espera urbanizar todas as comunidades cariocas até 2020

18 de novembro de 2010 - O prefeito Eduardo Paes obteve nesta terça-feira a aprovação do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) de convênio de R$530 milhões (US$300milhões) para obras de urbanização de favelas dentro do programa "Morar Carioca", que prevê que todas as comunidades cariocas estejam urbanizadas até 2020. Segundo acordo fechado em reunião esta tarde com a diretoria do Banco, na sede da instituição em Washington, o BID vai financiar 50% dos recursos e a prefeitura do Rio será responsável pela outra metade.

O dinheiro, que deverá estar disponível já a partir do início de 2011, vai beneficiar mais de 100 mil moradores de 20 comunidades, que receberão obras de infraestrutura - com a implantação de redes de água e esgoto, drenagem, pavimentação de ruas e iluminação. Também estão previstas melhorias nos serviços públicos e recuperação de moradias. Postos de Orientações Urbanísticas (POUSOS) serão instalados nessas áreas para auxiliar a população e garantir o respeito aos padrões urbanísticos, além de fiscalizar e combater a expansão irregular. As comunidades também ganharão áreas de lazer e programas sociais.

"O sinal verde obtido hoje em Washington vai representar uma mudança significativa na vida de milhares de pessoas, que passarão a viver em condições mais dignas. A diretoria do BID ficou muito entusiasmada com a nossa meta ousada de urbanizar todas as favelas da cidade até 2020 e, por isso, propusemos ao Banco uma nova parceria pelos próximos dez anos", afirmou Paes.

O prefeito do Rio apresentou uma proposta para que o BID financie um terço do projeto "Morar Carioca", cujo valor total é de R$9 bilhões e prevê a urbanização de 450 favelas.  A ideia é que a cada ano, até 2020, o Banco empreste R$300 milhões, somando R$3 bilhões ao final. José Carlos Miranda e Sérgio Portugal, diretores do BID para projetos no Brasil, disseram que a instituição tem todo interesse em ampliar a parceria nesse projeto de transformação das áreas mais pobres do Rio.

"Em dezembro, enviaremos uma missão técnica à cidade do Rio de Janeiro para conhecer mais detalhes do Morar Carioca. Vamos estudar as possibilidades de novos financiamentos e como podemos participar ainda mais desse programa fantástico", disse Miranda.

Os técnicos do BID, que chegam ao Rio no próximo mês, também vão analisar os projetos da Transolímpica e da Transbrasil - dois corredores expressos de ônibus articulados (BRTs- Bus Rapid Transit) que vão, respectivamente, ligar a Barra da Tijuca a Deodoro e percorrer toda a Avenida Brasil. Eduardo Paes aproveitou a reunião para pedir também R$1 bilhão em financiamento para os dois corredores, que juntos devem custar mais de R$2,5 bilhões. A Transolímpica, que vai integrar duas importantes regiões de competição durante as Olimpíadas, terá 26km, sendo 4km de túneis para cada sentido. Com o corredor, o tempo de viagem será reduzido em mais de uma hora. Hoje, leva-se 1h50m no trajeto entre a Barra e Deodoro e a previsão é de que, depois de concluídas as obras, o percurso seja feito em apenas 40 minutos.  A estimativa é de que 100 mil passageiros serão transportados diariamente nos ônibus articulados.

Já a Transbrasil vai criar um corredor exclusivo de BRT ao longo dos 60km da Avenida Brasil, entre o Caju e Santa Cruz. Além da Transbrasil e da Transolímpica, estão previstos outros dois corredores de BRTs até as Olimpíadas. A Transoeste, orçada em R$800 milhões, já está sendo construída pela prefeitura e vai ligar a Barra a Campo Grande. Já a Transcarioca - que vai ligar o Aeroporto Internacional a Barra da Tijuca, passando pela Penha -  teve o financiamento de R$1,4 bilhão aprovado hoje pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

Fonte: O Dia

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