Publicada a nova Norma de Esquadrias

Texto: Redação AECweb

Agora a norma abrange também as fachadas e trás várias mudanças a partir de 11 de fevereiro

18 de janeiro de 2010 - O setor fabricante de esquadrias de todos os tipos de materiais comemorou a publicação pela ABNT, no dia 11 de janeiro de 2011, do texto revisado da NBR 10821 - Esquadrias Externas para Edificações. A nova norma entra em vigor, portanto, em 11 de fevereiro próximo. Além da nova denominação, agora a norma abrange também as fachadas e traz várias mudanças, como sua divisão em cinco partes, nos moldes da Norma ISO e da recente Norma de Desempenho das Edificações ABNT NBR 15575. Passam a valer, neste primeiro momento, as Partes 1, 2 e 3, respectivamente, Terminologia, Requisitos e Classificação, e Métodos de Ensaio. Já a Parte 4 que trata de Requisitos de Desempenho Acústico e a 5 sobre Instalação e Manutenção são inéditas e estão sendo finalizadas.

Uma das principais novidades se refere à Parte 2, que criou cinco classes em que as pressões de ensaio, de segurança e de estanqueidade à água passam a ser informadas através de tabela. “Com os novos requisitos, o construtor tem parâmetros informados em tabela específica para identificar se a janela que está comprando atende ou não a norma técnica”, destaca o consultor Joel Carlos Ferreira de Souza, secretário da comissão de estudo responsável pela revisão. Os Métodos de Ensaios ganharam maior clareza com algumas alterações feitas no texto, de forma a assegurar uniformidade aos ensaios dos laboratórios. As pressões de ensaio para edificações de até cinco pavimentos diminuíram, enquanto que para as classes de 10, 20 ou 30 pavimentos tiveram um pequeno incremento. Foi, ainda, inserido o ensaio de segurança que prevê 1,5 vezes a pressão de ensaio. Para o consultor, o percentual passou ser fator de segurança e não apenas de desempenho da esquadria. “Mediante um fenômeno climático, não pode acontecer o colapso da esquadria, mas pode entortar ou quebrar um fecho, desde que a peça se mantenha íntegra no lugar”, ressalta.

Na avaliação de Joel, a norma resultante de três anos de trabalho, assegurou às esquadrias nível de desempenho superior ao prescrito no documento anterior. “Passamos a ter janelas classificadas em três níveis: desempenho mínimo (M); Intermediário (I) e Superior (S) – neste caso, conforme a exigência do usuário em satisfazer uma melhor estanqueidade à água, conforto térmico e acústico”, diz.

Fonte: AFEAL