Recursos para financiamento da construção civil preocupam empresários

Texto: Redação AECweb

Profissionais ligados à Federação das Indústrias do Estado estão preocupados com futuro dos investimentos no setor

11 de agosto de 2010 - Empresários paulistas do ramo da construção civil ligados à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) se dizem preocupados com a possível falta de recursos da caderneta de poupança para investimentos no setor a partir do ano de 2014.

"Face à nossa demanda, eles (os recursos) não vão continuar crescendo do jeito que vem crescendo e, provavelmente, em 2013 ou 2014 nós poderemos ter problemas neste sentido, e por isso é preciso termos alguma solução alternativa, como outros tipos de fundos", declarou hoje (10) o diretor do Departamento da Indústria da Construção da entidade, João Cláudio Robusti, no lançamento da 9ª edição do Construbusiness.

No mês passado, o próprio vice-presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Hereda, advertiu sobre a possibilidade da falta recursos para o crédito imobiliário.

Na ocasião, Hereda garantiu que o dinheiro necessário para atender os beneficiários do programa federal Minha Casa, Minha Vida - cerca de R$ 70 bilhões anuais - são suficientes até pelo menos 2014.

Para combater o déficit habitacional seria necessário elevar os investimentos dos atuais 3% do Produto Interno Bruto (PIB) para algo próximo de 10%.

De acordo com Robusti, o setor vem se beneficiando de uma conjuntura favorável, com disponibilidade de recursos e uma grande demanda por novas unidades habitacionais.

No entanto, adverte o empresário, para continuar crescendo de forma sustentável, é preciso superar gargalos como a falta de mão de obra e a excessiva burocracia.

Conclusão que se estende também aos demais setores da infraestrutura nacional, como portos, aeroportos, estradas e rodovias, conforme esclareceu um dos vice-presidente da entidade, José Carlos de Oliveira Lima.

Criado em 1997, o Construbusiness visa a identificar os gargalos e propor soluções para os problemas da construção civil e demais setores da infraestrutura nacional.

Fonte: Brasil Econômico - SP