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Reforma converte edifício de 100 anos em casa ecológica

Texto: Redação AECweb/e-Construmarket

Reaproveitamento da estrutura e reutilização de materiais foram algumas das técnicas utilizadas pelo arquiteto responsável, que também é proprietário da morada

foto da fachada da parte posterior da casa
O arquiteto levou mais de um ano para reformar o local em que vive com a família, na cidade australiana de Melbourne (Foto: Anthony Richardson/Divulgação)

27/04/2022 | 14:40 – Colocando o conceito de reutilização em prática, o arquiteto australiano Ben Callery chamou atenção de algumas comunidades de profissionais ao transformar sua casa, construída há mais de 100 anos, em um imóvel moderno e ecológico.

O arquiteto levou mais de um ano para reformar o local em que vive com a família, na cidade australiana de Melbourne. Apesar de reaproveitar a estrutura original da casa por completo, Callery conta que modificou toda a área interna da residência. “A casa original era um labirinto de quartos escuros, levando a uma garagem enorme e uma área coberta no quintal dos fundos, que servia como lavanderia e banheiro”, explica.

Ben não só reformou uma série de cômodos e disposições, como criou ambientes novos em lugares que não eram aproveitados: na parte da frente, ele converteu três salas em dois quartos, um banheiro e uma lavanderia. Na parte de trás, as antigas repartições foram derrubadas dando espaço a cozinha, sala de jantar e sala de estar completamente integradas, caracterizadas pelo conceito aberto.

Cozinha, sala de jantar e terraço da casa
Cozinha, sala de jantar e terraço (Foto: Anthony Richardson/Divulgação)

Ainda pensando na conexão entre interior e exterior, Ben instalou grandes portas de vidro na cozinha, que se dobram completamente e se abrem para o terraço da casa. O conceito retilíneo do térreo termina em um quintal, projetado para constituir um ambiente naturalmente iluminado, ventilado, isolado e aconchegante.

A madeira passou a representar o elemento principal da fachada e do terraço, construídos a partir de ripas — e os principais motivos para a escolha do material são o isolamento térmico e acústico.

Essas ripas também estão presentes na ornamentação do escritório, das paredes ao chão. O cômodo, que fica em um andar acima da cozinha, é visível de todo o térreo, como um ambiente flutuante. Isso porque o arquiteto optou pela inclusão de um pé-direito duplo, com o intuito de maximizar o ganho solar e a ventilação cruzada natural.

sala de estar e entrada para o terraço
Pé-direito duplo (Foto: Anthony Richardson/Divulgação)
cozinha
Cozinha (Foto: Anthony Richardson/Divulgação)

“Desafiamos a organização convencional de cômodos e criamos maiores conexões entre os membros da família e o ambiente externo. A cozinha, onde a maior parte do tempo é gasto, ocupa a parte de trás da casa, conectando-a com o quintal”, explica Ben Callery. “O vazio de pé-direito duplo voltado para o nordeste oferece vistas dramáticas do sol e das copas das árvores para a cozinha, sala de jantar e sala de estar. O vazio conecta as salas de estar do térreo com os quartos do primeiro andar e o escritório flutuante, onde se pode buscar reclusão, mas ainda estar conectado com a vida familiar abaixo”, conta o arquiteto.

terraço e quintal
Terraço e quintal (Foto: Anthony Richardson/Divulgação)

Ben também reiterou que toda madeira utilizada no projeto é proveniente de velhas vigas — dele ou da casa de antigos vizinhos. O material que não foi cedido pelos habitantes das redondezas foi adquirido de fornecedores que utilizam técnicas de corte de aproveitamento máximo da madeira.

terraço
Terraço (Foto: Anthony Richardson/Divulgação)

Tendo em vista possíveis reaproveitamentos, Callery recuperou e proporcionou um novo visual ao piso da residência, sem precisar de novos recursos naturais. “Evitamos o uso de concreto e optamos por uma estrutura de madeira leve, bem orientada e fortemente isolada (com mantas feitas de vidro reciclado), garantindo uma construção termicamente eficiente e de baixa energia incorporada”, finaliza Ben.

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