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Região do ABC terá R$ 2 bi para aplicar na construção civil

Texto: Redação AECweb

Informação foi dada pelo superintendente regional da Caixa Econômica Federal (CEF) no ABC, Everaldo Coelho da Silva

08 de abril de 2011 - As sete cidades da região do ABC receberão com a segunda fase do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC), aproximadamente, R$ 2 bilhões para serem investidos em moradias populares e também em obras de infraestrutura. A informação foi dada pelo superintendente regional da Caixa Econômica Federal (CEF) no ABC, Everaldo Coelho da Silva. Para aproveitar este cenário, construtoras e incorporadoras já saltam os olhos para os investimentos na região.

De acordo com executivo da CEF, a chegada desses investimentos é resultado das ações do poder público regional. "Quando os prefeitos apresentam projetos tudo fica mais fácil. O foco principal desses planejamentos é levar melhorias para bairros que até então eram considerados menos favorecidos", disse.

Os investimentos vão possibilitar o crescimento e revitalização dos locais, além de aportes destinados a moradias e obras de infraestrutura. "Haverá oportunidades para todos os segmentos, desde o surgimento de novas unidades habitacionais até a instalação de novos centros comerciais. Os empresários devem abrir os olhos e focar seus investimentos nos bairros que devem obter essas melhorias", afirmou.

O superintendente destacou ainda que os recursos federais provenientes do PAC 2 definidos até o momento para serem investidos na região representam cerca de 50% do volume total destinado ao Estado de São Paulo para a segunda fase do programa.

Para tentar levar uma fatia deste mercado em crescimento, incorporadoras e construtoras também se organizam para entrar com mais força no ABC. Para Antônio Setin, presidente da construtora Setin, a região é promissora e tende a continuar crescendo a demanda. "Além da proximidade com a capital, o ABC tem infraestrutura para receber cada vez mais investimentos em moradia", afirmou o executivo.

De acordo com Setin, cidades antes menos exploradas pelo mercado imobiliário paulista, como Diadema, tomam a frente em investimentos agora. "Lançamos um prédio de alto padrão em Diadema, perto do Shopping da Moça e foi surpreendente a o resultado positivo e rápido que obtivemos. O ABC continua sendo um dos focos da Setin" disse.

Quem também investe no ABC e vê boas expectativas de crescimento com os investimentos do PAC é a incorporadora GMK, com foco principalmente em empreendimentos econômicos e projetos do programa "Minha Casa, Minha Vida", o grupo também investe no ABC e já obtém bons resultados. Em dezembro de 2010, o grupo inaugurou um condomínio residencial em Diadema e obteve 100% das vendas em apenas 12 dias, tempo considerado baixo, principalmente pela época do ano, com Valor Geral de Vendas (VGV) na casa dos R$ 130 milhões.

São Bernardo lidera aportes

Das sete cidades que compõem o ABC, São Bernardo é a que vai receber um dos maiores aportes, estimado em R$ 618 milhões. O executivo do banco público destacou que a economia diversificada da cidade possibilita sua expansão e crescimento. "São Bernardo é a cidade com o maior território da região. É natural que o município receba grandes investimentos nos próximos anos para sustentar o próprio desenvolvimento", frisou.

De acordo com Silva, a previsão é de que ocorra um investimento da ordem de mais R$ 120 milhões para a construção de mais de 1.400 unidades habitacionais populares no Jardim Silvina/Audi, Saracantan/Colina. Além de moradias, a cidade deve contar com obras de infraestrutura nas encostas da Vila São Pedro, Biquinha, Pedreira e Vila Esperança. Também ocorrerão as canalizações do córrego Capuava/Demarchi e do ribeirão dos Meninos.

Fonte: DCI - SP

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